Primeiro-ministro visitou Primohorta e destacou impacto do IVA zero

A unidade industrial da organização de produtores Primohorta, situada em Alto Estanqueiro, no concelho do Montijo, recebeu na manhã de hoje, 10 de Julho, a visita do primeiro-ministro. António Costa foi acompanhado pela ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, pelo secretário de Estado da Agricultura, Gonçalo Rodrigues, e por Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal do Montijo.

A visita à Primohorta – que opera principalmente na produção e comercialização de batata, cebola e cenoura – decorreu no âmbito do “Pacto para a redução e estabilização do preço dos bens alimentares”, assinado em 27 de Março último entre o Governo, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) e a Confederação de Agricultores de Portugal (CAP). Na visita, o primeiro-ministro realçou que a taxa de IVA zero aplicada a 46 produtos alimentares essenciais desde 18 de Abril, «felizmente, está a ter impacto».

Segundo um comunicado do Governo, que lembra que em 18 de Julho passam três meses sobre a entrada em vigor da decisão de baixar o IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) de 6% para 0% nos 46 produtos, a medida «está a revelar-se eficaz, pois os preços destes produtos baixaram 9,67% no mês de Junho». No fim da visita à Primohorta – constituída actualmente por 11 sócios, que se dedicam à horticultura e à floricultura –, o primeiro-ministro salientou que o IVA zero terá dado o seu «contributo» para que a taxa de inflação, que era de 10,1% em Outubro de 2022, tenha descido para 3,4% em Junho.

António Costa também agradeceu «a todos o esforço que têm estado a fazer para que este resultado seja possível» – «Sabemos bem que entre o preço a que vendem e o preço a que nós, consumidores, compramos, há uma diferença bastante significativa. E não era possível esta redução do ritmo de crescimento da inflação nos produtos alimentares sem o vosso contributo» – e pediu que os agricultores continuem a investir no aumento da produção e na qualidade dos produtos agrícolas, para que Portugal possa reduzir as importações. «Temos uma agricultura que se sabe que não é de grande proporção, não temos grandes extensões territoriais que permitam fazer uma agricultura de latifúndio. Antes pelo contrário, [é] de muitos minifúndios que se juntam, mas que só pode ser rentável se verdadeiramente se organizarem assim», como na Primohorta, referiu a ministra da Agricultura e da Alimentação.

Maria do Céu Antunes apontou a organização de produtores Primohorta como um «exemplo» para o sector: «Estamos aqui para mostrar as boas práticas desta organização de produtores, que tem a dimensão daquilo que nós aspiramos para a agricultura portuguesa». Na ocasião, a ministra assinalou ainda as medidas extraordinárias aprovadas para o sector, quer devido à pandemia de covid-19, quer devido ao conflito causado pela invasão russa da Ucrânia.

[fotografias: Governo e Primohorta]

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