Em Janeiro de 2021, teve início o projecto europeu FoodSafety4EU, onde participam entidades de 12 países, incluindo Portugal, através da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e da Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA). Esta iniciativa visa «conceber, desenvolver e disponibilizar uma plataforma multistakeholder [ou seja, que envolve várias partes interessadas] para estabelecer uma rede de actores do FSS [sistema de segurança alimentar] a nível nacional, europeu e internacional».
Em comunicado divulgado hoje, 15 de Março, a propósito do Dia Internacional dos Direitos do Consumidor, a FIPA afirma que este projecto «é um passo em direcção a um sistema de segurança alimentar (FSS) mais colaborativo na Europa» e que, para facilitar esta colaboração, o consórcio «produzirá conhecimento e desenvolverá um conjunto de ferramentas digitais para activar um processo participativo estruturado entre estes actores». Assim, a plataforma FoodSafety4EU «será moldada principalmente para: potenciar as interacções de maior valor entre os seus actores no sistema multinível; apoiar a Comissão Europeia e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) para enfrentar os principais desafios da segurança dos alimentos e formular recomendações adequadas; disponibilizar conhecimento e soluções digitais que aumentem a confiança do público, indica a FIPA.
A iniciativa termina em Dezembro de 2023 e conta com um financiamento de três milhões de euros da União Europeia, através do programa Horizonte 2020. Segundo o comunicado da FIPA, «a rede europeia que integra este consórcio é composta por 23 parceiros e 44 partes interessadas (autoridades de segurança alimentar, associações de consumidores, centros de investigação, etc.)», sendo que se espera que «esta comunidade continue a crescer» e que, até ao fim do projecto, «se torne um amplo fórum».
A FIPA realça ainda que «alimentos seguros e nutritivos são essenciais à vida e à promoção de hábitos saudáveis» e que «o actual sistema de segurança alimentar da UE tem de ser resiliente e adaptar-se a uma cadeia alimentar em constante evolução». A plataforma FoodSafety4EU vai permitir aos “actores” «aceder a recursos e a dados de forma eficiente, sincronizar estratégias de investigação em segurança alimentar, partilhar e trocar conhecimento científico e contribuir para comunicação transparente relativamente ao FSS», refere a Comissão, acrescentando que esta plataforma colaborativa «irá maximizar a cooperação dentro do sistema e com a sociedade civil, impulsionando a co-criação de estratégias e a sua tradução em políticas e em programas de financiamento».