Decorre amanhã, 8 de Junho, a partir das 10h30, um webinar subordinado ao tema “O sector do vinho no pós-covid”, organizado pela Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri) e pela Federação Nacional das Adegas Cooperativas de Portugal (Fenadegas). Este evento virtual tem como objectivo «analisar os desafios que se impõem ao mercado vitivinícola para o período pós-covid, bem como as perspectivas de evolução do sector, um dos mais afectados pela pandemia em virtude do encerramento de muitos dos seus canais de escoamento».
A organização refere que, «embora a procura de vinhos no mercado nacional tenha sofrido, no último ano, uma quebra de valor superior a 236 milhões de euros (-22,5% em relação ao período homólogo) e que corresponde a uma perda de volume de cerca de 228 milhões de litros, as exportações cresceram mais de 3% em valor, atingindo quase 850 milhões de euros, o que acabou por equilibrar as contas do sector». Contudo, referem, «esse equilíbrio não foi uniforme em todos os agentes económicos», tendo havido maior ou menor impacto no negócio «consoante o principal canal de venda e o tipo de vinho mais comercializado» de cada operador. Para a organização, no cômputo geral, apesar da situação provocada pela pandemia, «o sector do vinho em Portugal resistiu».
Segundo a Confagri e a Fenadegas, «neste momento, em que o País se prepara para reabrir em pleno a actividade económica, é importante pensar no escoamento que ficou por fazer e que tipo de soluções poderão ser criadas para retomar a dinâmica comercial», defendendo que «os produtores carecem de apoios específicos do Estado porque não podem sofrer mais prejuízos, sob pena de se estarem a criar condições para o abandono da actividade e, consequentemente, o êxodo rural e a desertificação». As duas entidades lembram que, recentemente, «a região do Douro voltou a ser vítima de uma forte queda de granizo, que destruiu cerca de 700 hectares de vinha, deitando por terra todo um ano de trabalho», e sublinham «o papel fundamental destas empresas, explorações vitivinícolas e das cooperativas agrícolas na criação de riqueza, na fixação da população e na coesão territorial», considerando ser «deveras importante a adopção de medidas de apoio urgentes, que ajudem a colmatar os prejuízos destes profissionais».
O programa, que pode consultar aqui, conta com a participação de responsáveis do sector no mercado nacional e internacional, assim como responsáveis de vendas de duas adegas cooperativas, e está organizado em dois painéis: “Perspectivas do mercado interno” e “Desafios do mercado externo”. A inscrição é gratuita e deve ser efectuada aqui.