Mercadona apresenta relatório sobre impacto económico em Portugal

Segundo um relatório produzido pelo Núcleo de Investigação em Políticas Económicas e Empresariais da Universidade do Minho e pelo Instituto Valenciano de Investigaciones Económicas (Ivie), a actividade da Mercadona em Portugal ao longo dos últimos quatro anos gerou um volume de vendas de 4.422 milhões de euros (M€) em toda a cadeia de produção. O documento, que analisa os impactos económicos gerados em Portugal pela empresa de supermercados, «quantifica em 1.296,8 M€ a contribuição directa para o PIB [Produto Interno Bruto] resultante do impacto acumulado da actividade da empresa em Portugal» e indica que a receita fiscal acumulada ao longo destes quatro anos foi de 726,5 M€.

Este relatório – que foi divulgado por ocasião da celebração do quarto aniversário do supermercado de Canidelo, Vila Nova de Gaia, a primeira loja da Mercadona a abrir em Portugal, em 2 de Julho de 2019 – refere que «foram criados 55.655 empregos directos, indirectos e induzidos entre 2019, ano em que abriu o primeiro supermercado, e 2022». Ainda de acordo com o documento, «por cada euro de receitas gerado nas suas lojas, são gerados nove euros na economia» – relativos a «salários, rendas e lucros» –, «por cada posto de trabalho criado na Mercadona, são criados 5,3 empregos no país» e, «em termos de impacto fiscal, cada euro efectivamente suportado pela Mercadona traduz-se em 14,5 euros de receita fiscal para os diferentes níveis das administrações públicas portuguesas».

A Mercadona assinala também que, em 2022, a sua actividade em Portugal «gerou 480,9 M€ de receitas, 18.600 postos de trabalho e 263,2 M€ de receitas públicas», sendo que «o volume de vendas gerado pela Mercadona no tecido produtivo português em 2022 está estimado em 1.477 M€». A poucos dias de abrir a 42.ª loja no país, a Mercadona sublinha que «o relatório analisa o impacto da empresa na economia em termos de vendas, rendimentos, emprego e receitas públicas no período 2019-2022, quantificando não só os impactos directos, mas também os impactos indirectos e induzidos gerados pela actividade da empresa ao longo de toda a cadeia de valor», e realça que os resultados «demonstram a importância da Mercadona como impulsionadora de crescimento económico nacional».

Em termos regionais, o relatório aponta para um «impacto significativo» da expansão da marca: «a abertura de supermercados em cidades de média dimensão, à escala portuguesa, está a permitir a fixação da actividade nestes municípios, evitando a transferência de rendimentos e de emprego para outras cidades próximas», e, «ao mesmo tempo, estas cidades beneficiam ainda da atractividade de um novo supermercado Mercadona, trazendo, por exemplo, consumidores de outros concelhos e fomentando o crescimento da actividade e do emprego local, antecipando-se, por isso, que a expansão da empresa para cidades do interior possa levar a que estes efeitos de retenção possam ser ampliados no futuro». A nível local, diz o relatório, a abertura de um supermercado Mercadona, «em alguns casos, dá origem a uma nova centralidade, que se traduz numa actividade adicional na sua área de influência territorial, com impactos nos níveis de volume de negócios e de emprego das empresas próximas», a que acresce que essa abertura «exige uma reconfiguração da circulação nas estradas de acesso, o que favorece o fluxo de tráfego local e reduz os níveis de congestionamento», sendo que, «nalguns casos, como resultado da construção de um novo supermercado Mercadona, os municípios beneficiaram em termos de infraestruturas e instalações para a sua comunidade».

Por fim, o documento conclui que «os impactos económicos, sectoriais e territoriais da actividade da Mercadona em Portugal começam a ser significativos», que «a expansão da cadeia no país continuará a aumentar a sua importância» e que «a quantificação e discussão destes impactos é de grande relevância para evidenciar os efeitos diferenciadores do modelo de negócio da Mercadona e para tornar visível o seu contributo para a economia portuguesa». A Mercadona – que constituiu a empresa portuguesa Irmãdona Supermercados para operar no país escolhido para a sua primeira internacionalização – conta em Portugal com 41 supermercados em 10 distritos – com o objectivo de atingir 49 até ao fim de 2023 –, mais de 3.500 trabalhadores, um bloco logístico operacional na Póvoa de Varzim e outro em construção em Almeirim, três Centros de Coinovação – um em Matosinhos (desde 2017), um em Lisboa e um em Vila do Conde (ambos criados em 2021) – e 1.000 fornecedores portugueses – aos quais comprou 789 M€ em 2022.

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