Joaquim Pedro Torres: «Com a edição de 2021 terminou um ciclo Agroglobal!»

Leia na íntegra a mensagem de Joaquim Pedro Torres, da Valinveste, entidade até à data promotora da feira Agroglobal, que agora passa a ser organizada pelo CNEMA.

Com a edição de 2021 terminou um ciclo Agroglobal!

Passados 12 anos e nove edições, todas as empresas, organizações e pessoas que as tornaram possíveis têm razões para estar satisfeitos:

– A Agroglobal contribuiu para a dignificação e reconhecimento do sector agrícola. Demonstrou uma dimensão tecnológica e profissional, que a muitos surpreendeu, bem como o esforço de investimento e modernização que foi efectuado para uma utilização mais eficiente dos recursos.

– Constituiu um espaço insubstituível de partilha de informação e conhecimento entre empresas gerando negócio e criando valor. Aproximou o poder político, mais empresas, mais investidores e com todos eles novas “cabeças” e novas ideias, criando uma espiral de crescimento com resultados evidentes.

– Debateu temas importantes para o sector identificando dificuldades e propondo soluções. Na primeira linha sempre a produção de alimentos e o combate à fome como um dos “objetivos centrais de desenvolvimento sustentável”, assuntos esquecidos pelos adeptos de uma agro-ecologia “pesada”.

– Afirmou os contributos múltiplos da actividade agrícola. Económicos, mas também de ocupação do interior e manutenção do território que, sendo um discurso de muitos, são na realidade um, quase, exclusivo agro-florestal.

Esta Agroglobal só foi possível com o enorme empenho do tecido empresarial e a confiança, nalguns casos cumplicidade, que este teve na organização. Fomos um bloco unido e orgulhoso! Em conjunto, “nós semeámos”.
A todas as empresas e a cada uma delas o nosso MUITO OBRIGADO!

Esta relação criou à organização a responsabilidade de não defraudar o sector e preparar o futuro. Um futuro fiel à personalidade da Agroglobal, mas com ideias e pessoas novas para que possa continuar a sua trajectória de crescimento e de partilha das enormes responsabilidades que recaem sobre este sector.

É difícil por tudo o que nos proporcionaram nesta “aventura”. Mas não poderia ser de outra forma, em tempo útil, porque a isso obrigam os ciclos da vida.

O CNEMA é a instituição certa para liderar a nova fase da Agroglobal. Será talvez diferente mas, com a colaboração de todos, esta ex-organização incluída, manterá bem vivo o “espírito Agroglobal” qualquer que seja o espaço físico onde se realize.
Longa vida à Agroglobal!

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