Candidaturas para o programa TalentA terminam a 31 de Janeiro

Termina a 31 de Janeiro o prazo para apresentação de candidaturas à terceira edição do Programa TalentA, implementado em Portugal pela Corteva Agriscience e pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP). Esta iniciativa visa distinguir projectos de mulheres rurais e apoiar o seu desenvolvimento económico e formativo em Portugal, com as entidades promotoras a indicarem que o objetivo é «capacitar as mulheres rurais portuguesas com projectos inovadores, ligados ao sector agroalimentar e pensados para serem desenvolvidos no meio rural».

O projecto vencedor irá receber um apoio financeiro de 5.000 euros «para investir no desenvolvimento do seu negócio» e as duas finalistas desta terceira edição vão «ter acesso a formação e assessoria por parte de profissionais do sector», a par de «uma campanha de divulgação e visibilidade dos seus projetos». Os termos e condições da iniciativa estão disponíveis no site do Programa TalentA e a apresentação das candidaturas, com o envio dos materiais necessários, é efectuada por email.

O Programa TalentA está em curso em nove países – Espanha, Portugal, Roménia, Ucrânia, Rússia, Chile, México, Argentina e Hungria – e, segundo a organização, desde 2019 já conseguiu capacitar mais de 800 mulheres. Os promotores realçam que «praticamente 50% da população rural é constituída por mulheres», que esta iniciativa «continua a ser necessária para evidenciar o papel fundamental que as mulheres desempenham no desenvolvimento do mundo rural» e que constitui «uma nova oportunidade para as mulheres rurais portuguesas demonstrarem o seu papel de relevo no sector agrícola e agroalimentar».

Na segunda edição do Programa TalentA em Portugal, foram distinguidas Diana Valente (com o projecto “Prazeres do Mondego”, a funcionar em Coimbra e que é dedicado à produção de arroz carolino, milho-grão e bovinos da raça autóctone Jarmelista), Mónica Alves (com o projecto “Enxertar ciência na agricultura”, instalado em S. Martinho de Mouros e que pretende «trazer a ciência para a agricultura através da criação de um centro de I&D em parceria com universidades e centros de conhecimento, focado nas problemáticas agrícolas da região e na experimentação de tecnologias de precisão, estabelecendo-se como referência de apoio aos agricultores») e Inês Lopes (com o projecto “Ptachio”, a operar em Arraiolos e de âmbito agro-silvo-pastoril, envolvendo pistácios, azinheiras e porco alentejano). Pode encontrar no site do Programa TalentA mais informações sobre estes projectos e sobre os que foram premiados na primeira edição.

A Corteva Agriscience e a CAP afirmam que querem «continuar a contribuir» para o futuro das mulheres rurais. Assim, apelam à participação no Programa TalentA Portugal, para «encontrar projectos que necessitem de apoio externo para ultrapassar as barreiras enfrentadas pelas mulheres rurais» e para que «nenhuma mulher rural que necessite de um apoio extra para o desenvolvimento dos seus projectos de inovação rural» perca a oportunidade.

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