CAP denuncia suspensão indevida de actividades de colheita no contexto de contingência

A Confederação dos Agricultores de Portugal afirma que «tem recebido, de todo o país, inúmeras denúncias de situações de fiscalização abusiva que tem determinado a suspensão de actividades agrícolas de colheita sem qualquer fundamento legal». Em nota divulgada hoje, 12 de Julho, a entidade refere que concorda com o despacho do Governo que declara situação de contingência em Portugal continental entre as 00h00 de 11 de Julho e as 23h59 de 15 de Julho, mas sublinha que «o Governo, e bem, incluiu a actividade agrícola na lista de excepções a um conjunto amplo de proibições» e que «algumas produções encontram-se neste momento em período de colheita».

Segundo a CAP, «o Estado deve, obviamente, intervir para proteger as populações e mitigar riscos que possam causar a perda de vidas, destruição de bens materiais e de propriedades, incluindo colheitas», mas «a fiscalização, levada a cabo por forças de segurança sob tutela do ministério da Administração Interna, não pode ir para lá do que é definido» no despacho conjunto dos ministros da Defesa Nacional, da Administração Interna, da Saúde, do Ambiente e da Acção Climática, da Agricultura e da Alimentação e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. A entidade acrescenta que «a fiscalização tem que respeitar o despacho em vigor e as autoridades não podem, por abusos de interpretação ou de forma casuística, impor paragens sem sentido, durante dias a fio, a situações de excepção que estão previstas e conformes à lei».

A CAP realça que «a agricultura, porque segue o ciclo da natureza, não pode parar», e que «os agricultores cumprem a legislação vigente e são os primeiros interessados na preservação das suas propriedades e produtos». «Estamos todos unidos no mesmo objectivo – que Portugal não tenha fogos –, mas tem que haver bom senso na forma como a fiscalização da actividade agrícola é feita. Os agricultores são essenciais na estratégia de combate aos fogos, são aliados de um Portugal sem fogos. Apela-se, por isso, a que as fiscalizações prossigam – e os agricultores serão sempre colaborantes –, mas que prossigam sem abusos e no quadro da lei», diz a entidade.

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Email

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Notícias Recentes

clementines-318210_1280
Inscrições abertas para nova edição da Academia do Centro de Frutologia Compal
olival
CEPAAL organiza a 1 de Abril webinar sobre doenças da oliveira e visita de campo a 2 de Abril
20240624_121000a
Lusomorango realiza encontro de produtores a 31 de Março no Centro de Investigação para a Sustentabilidade

Notícias relacionadas

clementines-318210_1280
Inscrições abertas para nova edição da Academia do Centro de Frutologia Compal
A Academia do Centro de Frutologia Compal abre as candidaturas para a edição...
olival
CEPAAL organiza a 1 de Abril webinar sobre doenças da oliveira e visita de campo a 2 de Abril
O Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL) realiza a 1 de...
20240624_121000a
Lusomorango realiza encontro de produtores a 31 de Março no Centro de Investigação para a Sustentabilidade
No dia 31 de Março, entre as 10h30 e as 12h30, o Centro de Investigação para...
IMG-20231003-WA0005
GPP disponibiliza base de dados sobre evolução das explorações agrícolas
O Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) disponibilizou...