Serralves acolhe sessão sobre economias, agriculturas e segurança alimentar a 17 de Setembro

“Economias, agriculturas e segurança alimentar” é o tema da próxima sessão do Ciclo de Conversas “Alimentar uma causa”, que tem lugar a 17 de Setembro, pelas 11h00, na Fundação de Serralves, no Porto. Este ciclo é promovido pela Fundação de Serralves, com a parceria científica da Universidade Católica Portuguesa no Porto, decorre ao longo de 2023 e teve início em Janeiro.

A sessão contará com Leonardo Costa, professor da Católica Porto Business School, que, segundo a organização, vai abordar questões como «De que forma é que a pequena agricultura urbana desempenha hoje funções de segurança alimentar, coesão social e sustentabilidade ambiental?», entre outras. «Segundo o historiador Fernand Braudel (1902-1985), a economia de mercado tem uma hierarquia: no topo da hierarquia estão os monopólios, os oligopólios e, digamos, os oligarcas das diferentes espécies (também os financeiros); no meio está a economia concorrencial de mercado (que ensinamos aos alunos de economia); na base está o autoconsumo. Ou seja, não há economia, mas economias, também na agricultura. De outro modo, não há agricultura, mas agriculturas. A pequena agricultura urbana é, no presente, essencialmente uma agricultura de autoconsumo, situando-se na base da hierarquia referida. Ao longo da História, a pequena agricultura urbana, que opera nos territórios das cidades, não é um fenómeno novo, mas sim um fenómeno antigo, com novas expressões e velhas e novas funções nos territórios das cidades onde opera», sublinha a organização do ciclo.

«As crises sucessivas que o mundo tem vivido, desde a crise financeira global de 2008, à pandemia de covid-19 e à guerra Rússia-Ucrânia, trouxeram mudanças ditadas por uma reconfiguração dos equilíbrios geopolíticos internacionais. Os bancos centrais têm actuado para controlar a inflação provocada, em larga medida, pela guerra e pela especulação financeira à volta da mesma nos mercados de futuros de cereais, especulação causada por agentes económicos que operam no topo da hierarquia de Braudel. Já as consequências redistributivas da política monetária seguida para controlar a inflação e sustentar o esforço de guerra, política penalizadora dos agentes que operam no meio e na base da hierarquia de Braudel, são, no mínimo, ignoradas», refere Leonardo Costa. O professor acrescenta ainda que, «se juntarmos a crise climática global e o papel primordial das cidades na mitigação e adaptação às alterações climáticas com origem humana, é fácil de perceber que a agricultura urbana ganha uma nova relevância, quer do ponto de vista da segurança alimentar das populações das cidades, quer em termos de coesão social e de sustentabilidade ambiental das mesmas».

A entrada nesta sessão é gratuita e livre, mediante inscrição prévia. Os interessados podem obter mais informações aqui.

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