Estratégia da Lipor para a década atenta às alterações climáticas

A Lipor, serviço intermunicipalizado de gestão de resíduos do Grande Porto, pretende obter uma redução de 30% das emissões de GEE (emissão de gases de estufa), até 2030. Este é um dos principais objectivos que a Lipor, cujos associados são 8 municípios do Grande Porto – Porto, Póvoa de Varzim, Matosinhos, Gondomar, Valongo, Vila do Conde, Espinho e Maia –, definiu no seu Relatório Integrado 2020.

Nesse documento, a Lipor revela a sua estratégia para a próxima década – 2021/2030. Intitulada Estratégia 4M, assenta em quatro pilares fundamentais: Menos Resíduos; Menos Carbono; Mais Clima e Mais Biodiversidade.

O pilar Menos Resíduos, Menos Carbono assenta «na gestão eficiente dos recursos, com o aumento de eficiência energética dos processos e pela aposta em projectos de envolvimento com o cidadão para potenciar a prevenção e reciclagem (multimaterial e orgânica) de resíduos de forma a concretizar um modelo circular de negócios».

Os pilares que apostam em “Mais Clima” e “Mais Biodiversidade” visam «potenciar o compromisso com a adaptação às alterações climáticas e a promoção da biodiversidade no contexto da actividade da Lipor».

Considerando que o sector dos resíduos é central no debate climático geral, a empresa propõe-se, como objectivo estratégico, «diversificar actividades e negócios, tendo como resultado final uma aposta consistente na economia circular».

Segundo o Relatório Integrado 2020, a Lipor obteve uma redução efectiva de 23,2% nas emissões de CO2e, o equivalente a menos 93.648 toneladas de CO2e face a 2006 (ano de referência), o que equivale ao consumo anual de eletricidade de cerca de 11.000 famílias; à circulação anual de cerca de 36.538 automóveis, e ao sequestro
florestal de cerca de 9.500 ha num ano.

A empresa, através dos seus produtos (Composto Orgânico Nutrimais; Recicláveis e Energia Elétrica) – que concorrem com outras actividades económicas mais intensivas do ponto de vista carbónico – «tem a capacidade de induzir reduções noutros sectores de actividade na ordem das 150.000 toneladas de CO2e/ano», concluem numa nota de imprensa.

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