Assinado contrato de financiamento do Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato

Foi assinado hoje, 30 de Julho, no concelho do Crato, o contrato de financiamento que vai permitir concretizar o Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato, projecto previsto no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de Portugal. Na ocasião, em que também foi apresentado oficialmente o Empreendimento, o primeiro-ministro, António Costa, realçou que este foi «o primeiro acordo assinado entre a unidade de missão Recuperar Portugal e uma comunidade intermunicipal».

Um comunicado do Governo explica que este Empreendimento inclui a barragem do Pisão – estrutura que «vai garantir uma reserva estratégica de água para abastecimento público e permitir o estabelecimento de novas áreas de regadio» – e uma central fotovoltaica flutuante de 150 megawatts, «que servirá igualmente de reserva estratégica de produção de energia». Segundo o Governo, este projecto vai igualmente «possibilitar um aproveitamento turístico e recreativo da nova albufeira que, em pleno armazenamento, terá cerca de sete quilómetros quadrados de água».

O contrato de financiamento para o Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato, hoje assinado, prevê um investimento de 120 milhões de euros no âmbito do PRR e será executado pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), entidade que junta os 15 municípios da região. Durante a cerimónia de apresentação do Empreendimento, o primeiro-ministro também afirmou que este investimento «demonstra bem o que é o PRR pretende ser: um projecto efectivamente transformador, que não se limite a fazer mais do mesmo mas, pelo contrário, permita transformar regiões, sectores de economia e o potencial de crescimento do nosso País».

O Governo estima que os projectos e estudos detalhados estejam concluídos «até ao final deste ano, seguindo-se em 2022 a emissão da Declaração de Impacte Ambiental, a instalação do estaleiro e os trabalhos preparatórios», apontando-se para a conclusão das obras em 2025. Na apresentação, António Costa referiu ainda que este Empreendimento responde «ao grande desafio de enfrentar as alterações climáticas» e «tem um enorme potencial transformador» da região, defendendo que terá «um grande impacto transformador na economia da região, na capacidade de produção de conhecimento da região, de desenvolver novas actividades que gerem emprego, rendimento que permita atrair e fixar as populações deste território».

O comunicado do Governo salienta que «este é um dos maiores investimentos alguma vez realizados no Alto Alentejo e um projecto estruturante para o desenvolvimento e coesão do território», que «vai beneficiar 110.000 pessoas dos concelhos de Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de Sor, Portalegre e Sousel», acrescentando que «todo o investimento corresponde a uma vontade antiga e necessidade cada vez mais premente de toda a região, contribuindo para os objectivos da transição climática, transição energética e neutralidade carbónica». Participaram no evento a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, e o presidente da Câmara do Crato, Joaquim Diogo, entre outras individualidades.

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