Plataforma online Infravini apoia gestão das alterações climáticas na vinha

Já está disponível a plataforma online Infravini, que fornece dados geoespaciais sobre o impacto das alterações climáticas na vinha e que visa proporcionar apoio à gestão das mesmas. Criada no âmbito do projecto com o mesmo nome, a plataforma, a que pode aceder aqui, está actualmente disponível para a Região Demarcada do Douro, mas os promotores da iniciativa pretendem ampliá-la a outras regiões de Portugal.

O Infravini é um projecto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico em co-promoção, financiado pelo Quadro Comunitário Portugal 2020 e promovido pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESCTEC), pela empresa Geodouro, pela Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (Advid) e pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Segundo os promotores, a nova plataforma Infravini constitui uma Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE) temática que «permite contribuir para minimizar os custos e os riscos de produção, através de uma melhor gestão e monitorização do impacto das alterações climáticas na vinha», tendo a Região Demarcada do Douro sido escolhida como piloto para a instalação desta IDE.

Em comunicado, os promotores explicam que «a infraestrutura desenvolvida adquire e disponibiliza dados geoespaciais relevantes sobre as alterações climáticas, inclui indicadores climáticos e agronómicos, permitindo o cruzamento e a normalização da informação sensorial local e climática previsional». A plataforma Infravini dispõe também de «um observatório que monitoriza o impacto da variabilidade meteorológica, com integração de redes de sensores existentes na Região Demarcada do Douro».

Os promotores do projecto Infravini sublinham que «as temperaturas mais altas, as vagas de calor associadas a ventos fortes, as chuvas intensas ou a seca afectam todos os anos a produtividade das videiras», pelo que «a adaptação às alterações climáticas é um dos maiores desafios para o sector vitivinícola, quer numa perspectiva de dimensão temporal, quer espacial». De acordo com Lino Oliveira, investigador do INESCTEC, «temporalmente, as estratégias e políticas de adaptação têm que lidar com impactos potenciais a curto e longo prazo» e, «espacialmente, é fundamental decidir sobre as adaptações específicas baseadas em cada local».

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