X Colóquio Nacional do Milho a 19 de Fevereiro em Coimbra

O Convento de São Francisco, em Coimbra, será o palco do X Colóquio Nacional do Milho, no dia 19 de Fevereiro de 2020, organizado pela Associação Nacional dos Produtores de Milho e de Sorgo (Anpromis). O programa contempla quatro grandes temas: “A importância da agricultura no desenvolvimento e na coesão do território”, “As condicionantes técnicas da produção de milho em Portugal”, “Megatendências no sector agroalimentar: visão global e possível resposta política do ponto de vista da UE”, “Roteiro para a neutralidade carbónica: condicionante ou oportunidade para a agricultura portuguesa”.

A sessão sobre “As condicionantes técnicas da produção de milho em Portugal” comporta três subtemas: “A importância do solo enquanto garante de sustentabilidade”, “O papel das Ecological Focus Areas (EFA) na promoção do serviço de predação de pragas nos campos da Golegã: resultados do projecto Optimus Prime”, “A problemática da cefalosporiose na Península Ibérica”. No âmbito do congresso, vão decorrer no dia 20 de Fevereiro três visitas técnicas a instituições e empresas da região: ao Biocant Park, em Cantanhede, o «primeiro centro empresarial de biotecnologia em Portugal»; à SIA – Sociedade Industrial de Aperitivos, em Tentúgal (um dos principais transformadores de batata em Portugal) e à fábrica de produção de tissue da The Navigator Company, em Cacia (um dos maiores operadores mundiais da indústria de papel, sendo que o amido de milho é uma das matérias-primas usadas no fabrico do papel).

Segundo a Anpromis, a escolha de Coimbra para realizar a décima edição deste evento anual resulta da «importância socioeconómica» que o milho tem «na região Centro do País e, mais concretamente, no Vale do Mondego, fazendo parte integrante da sua paisagem, do ordenamento do seu território e da sua economia» e «onde a produção deste cereal se tem mantido muito estável ao longo dos últimos anos». A opção por Coimbra também «é uma justa homenagem à tenacidade e resiliência dos agricultores da região Centro, especialmente afectada pelos incêndios de 2017, pela tempestade Leslie em 2018, e, mais recentemente, pelas cheias que causaram avultados prejuízos no Vale do Mondego, trazendo à evidência a necessidade e urgência de mais investimento na modernização das infraestruturas hidroagrícolas da região», refere Jorge Neves, presidente da Anpromis.

A Anpromis indica ainda que foi recentemente criado um grupo de WhatsApp, que visa ser «uma plataforma dinâmica e interactiva, contribuindo para o intercâmbio de conhecimento entre os produtores nacionais». Pode consultar aqui o programa completo do X Colóquio Nacional do Milho.

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