Acordo para promover a cultura do medronheiro

A Cooperativa Portuguesa de Medronho assinou no fim de Janeiro um protocolo com as Câmaras Municipais de Proença-a-Nova, Pampilhosa da Serra, Vila de Rei e Fundão. O protocolo visa, essencialmente, «estabelecer as linhas de orientação, no âmbito da fileira do medronheiro, para a realização de acções de sensibilização e divulgação, de workshops, de visitas de campo, a concretização de projectos de investigação, de instalação de projectos-piloto e de demonstração no âmbito do quadro do Portugal 2020 e do Horizonte 2020», explica-se em comunicado. Estas linhas de orientação «têm como objectivo valorizar um importante recurso do Pinhal Interior e divulgá-lo como uma possível e importante fonte de rendimento para os proprietários de terrenos».

Segundo Carlos Fonseca, presidente da Cooperativa Portuguesa do Medronho, cerca de 90% da produção nacional de medronho é escoada para produção de aguardente, mas o foco é também noutras formas de aproveitamento do fruto e no aproveitamento dos produtos derivados (folha, flor, raiz). O protocolo também foi assinado pela Adxtur – Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto. Na ocasião, Carlos Fonseca, presidente da Cooperativa Portuguesa do Medronho, afirmou que este protocolo será estendido a outras autarquias de norte a sul de Portugal.

A Cooperativa Portuguesa do Medronho (CPM) foi criada em Abril de 2014, está sediada em Proença-a-Nova (no distrito de Castelo Branco) e representa actualmente 50 cooperantes a nível nacional. Carlos Fonseca indicou ainda que, a 26 de Março, vai ser criado o Conselho Consultivo da Cooperativa Portuguesa do Medronho, que reúne as oito instituições de ensino superior com trabalho feito na área do medronheiro. A Cooperativa pretende atingir os 60 ou 70 cooperantes até fim do ano e aumentar esse número para a centena daqui a três anos. Os cooperantes da CPM contam com mais de 150 hectares de plantação ordenada de medronheiros, sobretudo nas zonas da Pampilhosa da Serra, Oleiros, Proença-a-Nova, Ansião ou Penacova.

No âmbito da cerimónia de assinatura do protocolo, Ricardo Aires, presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, referiu o projecto de construção de uma destilaria, «para dar condições para a exploração do medronho, tornando-o financeiramente atractivo». O autarca também destacou o trabalho de sensibilização que está a ser feito junto dos deputados da Assembleia da República para que se aplique uma taxa reduzida de imposto especial sobre o consumo à aguardente e aos licores produzidos com álcool feito com medronho e que sejam tomadas medidas para a defesa da plantação de medronheiros. Pretende-se assim incentivar a exploração desta espécie endógena, «da qual não temos tirado o devido proveito», em territórios de baixa densidade mas adequados para a sua produção – nomeadamente no Pinhal Interior, Alto Alentejo e Serra Algarvia.

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