O projecto “TomaBioTec: Novas soluções biológicas e digitais para a protecção e fertilização da cultura do tomate” foi um dos vencedores da sétima edição do Programa Promove, na categoria de projectos-piloto inovadores. Este projecto é liderado pelo laboratório colaborativo InnovPlantProtect (InPP), em colaboração com o Centro Tecnológico Nacional Agroalimentario Extremadura (CTAEX) e o Grupo Cordeiro.
A sétima edição do programa Promove foi uma iniciativa da Fundação “la Caixa”, em parceria com o Banco BPI e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), tendo atribuído um montante total de 6,4 milhões de euros, «para apoiar 33 projectos e 20 ideias inovadoras que visam impulsionar o desenvolvimento sustentável das regiões do interior de Portugal e fronteiriças e que sejam replicáveis para outras regiões com características semelhantes». O TomaBioTec tem como objectivos «validar uma biosolução inovadora, totalmente desenvolvida pelo InnovPlantProtect, para o tomate de indústria, e desenvolver tecnologias digitais que permitam acelerar a validação de biosoluções em campo».
Segundo o InPP, este projecto «visa avaliar, em condições reais de campo, a eficácia e a eficiência de uma solução biotecnológica, com duas patentes registadas pelo InPP, com propriedades bioprotectoras e bioestimulantes, que poderá contribuir para melhorar a qualidade e a produtividade da cultura do tomate de indústria, estratégica para Portugal e para a Extremadura espanhola». Assim, explica a entidade, «os ensaios decorrem no Alentejo e na Extremadura espanhola e combinam métodos agronómicos tradicionais com tecnologias avançadas, como drones, sensores multiespectrais e modelos de inteligência artificial, permitindo uma monitorização detalhada da saúde da cultura, da presença de pragas e doenças e do impacto do bioproduto ao longo do ciclo produtivo».
De acordo com iLaria Marengo, investigadora responsável do TomaBioTec, «os bioprotectores e bioestimulantes são baseados em produtos de base biológica que promovem a saúde das culturas, sem os impactos ecológicos dos tradicionais produtos de síntese química», sendo que «a validação no campo destes produtos é essencial, mas também morosa e sujeita a erros». «O TomaBioTec vai desenvolver soluções tecnológicas, permitindo acelerar o desenvolvimento e melhorar a quantificação dos efeitos destas biosoluções. Os resultados obtidos ajudarão a aumentar o leque de biosoluções, levando a um aumento da rentabilidade e sustentabilidade da produção», diz.
Neste contexto, «o TomaBioTec interliga a biotecnologia com Deep Tech, num ciclo virtuoso que permita à agricultura ter cada vez mais biosoluções para uma produção mais sustentável, eficiente e alinhada com os desafios actuais», refere a entidade, acrescentando que «este projecto reforça a aposta em soluções biológicas e digitais como motores de uma agricultura mais sustentável, competitiva e baseada em evidência científica, com impacto directo para produtores e indústria». Pode consultar mais informações sobre o TomaBioTec aqui.