Test4Food: Startups testam e validam soluções em fábricas da indústria alimentar

No contexto da sua actividade, o «programa de inovação colaborativa» “Test4Food – Test bed para aceleração da inovação digital no sector agroalimentar”, «já apoiou mais de 25 empresas», conta com mais de 30 pilotos em curso – em áreas como inteligência artificial, ciência de dados, robótica, Internet das Coisas (IoT), Indústria 4.0 e novos produtos alimentares – e tem o objectivo de «apoiar um total de 48 pilotos». Este projecto teve início em 2022, é promovido pela Lusiaves (líder), em consórcio com Racentro, Faruni, Pintogal, Lusiterra e Startup Leiria, é cofinanciado no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), dirige-se a projectos dos sectores agricultura, economia circular, indústria e produção alimentar e «apoia startups e PME [Pequenas e Médias Empresas] no desenvolvimento e validação de soluções para o sector industrial e agroalimentar». 

Segundo os promotores desta iniciativa, «o impacto do programa reflecte-se na digitalização de processos produtivos, na melhoria da eficiência industrial e na detecção de falhas em ambiente real», sendo que, defendem, o Test4Food «tem vindo a afirmar-se como um test bed estratégico para apoiar startups e PME no desenvolvimento, teste e validação de soluções inovadoras para o sector industrial e agroalimentar». Em comunicado, os promotores destacam que «o programa é contínuo», que «tem estado permanentemente aberto a empresas que queiram usufruir das suas ofertas» e que «tem como principal objectivo aproximar empresas inovadoras a um ambiente industrial real, para testar tecnologias, produtos e serviços com impacto directo na eficiência, sustentabilidade e competitividade do sector alimentar». 

Nesta fase, explicam os promotores, «o Test4Food encontra-se em plena execução dos pilotos previstos no pipeline, envolvendo startups e PME que estão a testar e validar as suas soluções em ambiente industrial real». Os participantes incluem Omnium AI, Cerveja Musa, Animob, Open Grow, Braz e Irmão, ARV Solutions, Susplus, Agrogrin Tech, Twevo, Agrodrone, NodeHub, The Tomorrow Company, PersonalBov, Fibersight, Revex e The Cricket Farming. 

De acordo com os promotores do Test4Food, «as empresas integradas no programa beneficiam de até 30 mil euros em serviços de desenvolvimento e inovação digital, incluindo o desenvolvimento e a validação de novos produtos alimentares, testes laboratoriais, provas de conceito, automatização e digitalização de processos industriais, acompanhamento técnico e de negócio, bem como apoio à captação de financiamento e acesso a outros ecossistemas de inovação». «O impacto da iniciativa reflecte-se ainda nos resultados concretos alcançados pelas startups participantes. No decorrer do programa, foram já criadas soluções que permitem digitalizar e facilitar a tomada de decisão no chão de fábrica e tornar mais eficiente a detecção de falhas nas linhas de produção, contribuindo para a modernização do sector agroalimentar», relatam.

Os promotores destacam dois dos participantes no Test4Food. Um deles é a Twevo, que, «ao beneficiar da infraestrutura e recursos internos do Grupo Lusiaves para implementar a tecnologia, utiliza visão computacional para detectar imperfeições nos frangos durante a fase de processamento». O outro é a Animob, «uma plataforma de matchmaking entre criadores de gado e proprietários de terrenos», que contou com apoio no desenvolvimento tecnológico também do Grupo Lusiaves e que «contribui para uma gestão mais natural das pastagens e da limpeza do terreno». 

O comunicado refere também que o Grupo Lusiaves disponibiliza «infraestruturas, conhecimento técnico e um contexto industrial real, essenciais para a validação de novas soluções», sendo ainda sublinhado que, «ao permitir às startups testar tecnologias em ambientes produtivos exigentes, reduz-se riscos e aproxima-se a inovação das necessidades reais da indústria alimentar». Nas palavras de Hugo Gaspar, membro do quadro executivo do Grupo Lusiaves, a participação desta entidade no programa Test4Food «reforça o seu compromisso com a inovação, a transição digital e o fortalecimento do ecossistema agroalimentar, contribuindo activamente para a criação de pontes entre startups, indústria e entidades do sistema científico e tecnológico».

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