O Grupo Stihl, fornecedor de tecnologia para equipamentos florestais, agrícolas e de jardinagem, realizou recentemente a inauguração oficial da sua primeira unidade industrial dedicada exclusivamente à produção de tecnologia a bateria, localizada em Oradea, na Roménia. Segundo a empresa familiar alemã, esta unidade representa um investimento de 125 milhões de euros, vai assumir o papel de Centro Europeu de Competência do grupo para a produção de baterias e equipamentos a bateria – «integrando-se na rede internacional de produção do grupo e respondendo ao crescimento da procura por soluções eléctricas nos mercados europeus» – e «terá capacidade para produzir até 1,8 milhões de baterias e 1,7 milhões de equipamentos por ano já em 2028».

A nova unidade dispõe de uma área de 47.000 metros quadrados, está implantada num terreno de 147.000 metros quadrados e «foi concebida para operar com elevados níveis de flexibilidade, eficiência e escala industrial», explica a Stihl em comunicado. De acordo com a empresa, a tecnologia a bateria é hoje um dos seus principais «motores de crescimento»: «Actualmente, mais de 25% dos produtos vendidos globalmente pelo grupo são alimentados por bateria, uma proporção que a empresa pretende aumentar para cerca de 35% até 2027 e para aproximadamente 80% até 2035».

Presente em Portugal há 27 anos, a Stihl relata que a nova fábrica «integra linhas de produção altamente automatizadas e princípios de Indústria 4.0, garantindo rastreabilidade digital, controlo de qualidade baseado em dados e elevada eficiência operacional». A empresa sublinha que «o projecto foi desenvolvido com um forte enfoque na sustentabilidade», que este obteve a certificação Gold do German Sustainable Building Council (DGNB) e que «a combinação de sistemas fotovoltaicos e geotérmicos permite reduzir significativamente o consumo de energia fóssil e, em determinadas condições, assegurar a cobertura integral das necessidades energéticas da unidade».

A fábrica emprega actualmente cerca de 135 colaboradores, prevendo-se a criação de aproximadamente 700 postos de trabalho até 2028. Neste âmbito, a Stihl diz que pretende «afirmar-se como um empregador de referência na região, oferecendo oportunidades de carreira de longo prazo e condições de trabalho modernas, alinhadas com os padrões do grupo, que emprega perto de 20.000 pessoas em todo o mundo».

A empresa refere também que «a escolha de Oradea resulta de uma estratégia de proximidade aos principais mercados europeus, beneficiando de boas ligações logísticas, infraestruturas modernas e acesso a mão-de-obra qualificada». A Stihl detém já unidades de produção industrial na Alemanha, nos Estados Unidos, no Brasil, na China e nas Filipinas.

Para Nikolas Stihl, Chairman do Conselho Consultivo e de Supervisão do grupo (na imagem em cima), a nova unidade «reforça a competitividade da Stihl na Europa e consolida a sua posição num segmento em forte crescimento, apoiando clientes profissionais e consumidores exigentes com produtos de elevado desempenho». No comunicado, a empresa indica ainda que a unidade «reforça a presença industrial do grupo na Europa e marca um passo decisivo na transformação do seu modelo produtivo e tecnológico».