Estão abertas até 30 de Junho as candidaturas à quarta edição do programa de aceleração online Agrifood Disruptor, lançado pela BGI Sustainable Ventures, representante oficial do EIT Food em Portugal – entidade apoiada pelo Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT), um organismo da União Europeia. Esta iniciativa foi desenhada pela BGI, é apoiada pelo EIT Food e está aberta a todos os investigadores juniores e seniores, empreendedores em fase inicial e inovadores (por exemplo, startups) que estejam a desenvolver tecnologias relacionadas com o sector agroalimentar em níveis de maturidade tecnológica (TRL) 3-6.
O programa visa apoiar o desenvolvimento de «soluções inovadoras para os desafios do sector agroalimentar», procurando «transformar os seus projectos em soluções de mercado com impacto» nesse sector e assim promover «sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e saudáveis». Existe preferência por áreas como bioinputs (por exemplo, bioestimulantes e biofertilizantes), fermentação, valorização de subprodutos, economia circular e agricultura digital e orientada por inteligência artificial e podem candidatar-se participantes sediados na Europa e países associados, «sendo incentivada uma forte representação de projectos liderados por portugueses durante o processo de selecção», explica a BGI Sustainable Ventures, entidade aceleradora de tecnologia avançada e inovação.
O programa Agrifood Disruptor tem a duração de quatro meses e é de acesso gratuito, combinando formação em empreendedorismo, mentoria especializada, descoberta de mercado e oportunidades de networking com a indústria e outros stakeholders, para apoiar os participantes na validação do market fit das suas soluções e na aceleração da transferência de conhecimento para o mercado. Para os interessados em conhecer melhor o programa antes da candidatura, será disponibilizada uma sessão de Program Preview com a duração de duas horas, incluindo a partilha de casos de sucesso e exploração do fit de mercado das tecnologias dos participantes.
O Agrifood Disruptor «pretende reduzir a distância entre a investigação científica no sector agroalimentar e o seu potencial comercial». Gonçalo Amorim, CEO da BGI Sustainable Ventures, afirma que «o sector agroalimentar europeu precisa de ligações mais fortes entre a ciência, o empreendedorismo e a indústria» e que, «através do Agrifood Disruptor, queremos capacitar investigadores e inovadores para transformar tecnologias promissoras em soluções escaláveis, capazes de responder a alguns dos maiores desafios que os sistemas alimentares enfrentam actualmente».
Neste contexto, Carina Félix, investigadora Post-doc em Biotecnologia Marinha e Microbiologia e fundadora da AgroShield, refere que «o Agrifood Disruptor foi uma excelente oportunidade para parar, afastar-me da rotina de investigação e olhar para o meu trabalho de uma perspectiva diferente», acrescentando que «incentivou-me a pensar sobre como a ciência pode ir além do laboratório e tornar-se algo útil e relevante para o sector agroalimentar». Mais informação e o formulário de candidatura ao Agrifood Disruptor estão disponíveis aqui.