A Fitosistema anunciou que a Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) autorizou o uso do insecticida/acaricida microbiológico Naturalis para novas finalidades. Este produto, autorizado para o Modo de Produção Biológico, pode assim ser utilizado para combater as seguintes pragas:
– Hortícolas e ornamentais: ácaros, tripes, mosca-branca, alfinetes (Agriotes sp.) e pequenos afídeos;
– Vinha: cicadelídeos, cochonilha-algodão, tripes e ácaros;
– Fruteiras: ácaros, tripes, pulgão-lanígero, psila-da-pereira e gorgulho-da-bananeira.

Segundo a Fitosistema, o Naturalis «actua através de dois modos de acção complementares: por contacto no controlo de diversas pragas e por dissuasão da ovoposição das moscas da fruta». «No modo de acção de contacto, os conídios (esporos) da Beauveria bassiana aderem à cutícula dos insectos, germinam e emitem tubos germinativos que penetram na cutícula das pragas. O fungo invade os tecidos do hospedeiro e produz metabolitos tóxicos que conduzem à sua morte. Posteriormente, o micélio emerge da cutícula e liberta novos conídios, transformando os cadáveres mumificados numa fonte de infecção secundária e potenciando o efeito de controlo», explica a empresa.
Por sua vez, «no modo de acção dissuasor, os esporos da estirpe ATCC 74040 da Beauveria bassiana presente no Naturalis têm duas proteínas capazes de criar um biofilme hidrofóbico na superfície dos frutos, inibindo a ovoposição das moscas da família Tephritidae. Espécies como Bactrocera oleae (mosca-da-azeitona), Ceratitis capitata (mosca-do-Mediterrâneo) e Rhagoletis cerasi (mosca-da-cereja) deixam de reconhecer a superfície dos frutos como adequados para fazerem as posturas, reduzindo significativamente os estragos na cultura», refere a Fitosistema. Desenvolvido pela empresa italiana CBC e distribuído em Portugal pela Fitosistema, o Naturalis é um produto à base de esporos do fungo Beauveria bassiana estirpe ATCC 74040 e, de acordo com a empresa, «a sua formulação, uma dispersão em óleo (OD), foi desenvolvida para garantir a preservação prolongada dos esporos e a capacidade de germinação, bem como optimizar a aplicação no campo».

Nas palavras da Fitosistema, o Naturalis «é um produto sem LMR [limite máximo de resíduos] definido, sendo uma ferramenta fundamental para os produtores na gestão de resíduos no produto final», «é seguro para a fauna auxiliar e para os polinizadores e evita a ocorrência de fenómenos de resistência das pragas». A empresa indica que o Naturalis «deve ser aplicado preventivamente, pois não tem efeito de choque» – «Aconselha-se a aplicação com níveis baixos de infestação, ao aparecimento da praga.» –, e que se recomenda «sempre no mínimo duas a três aplicações espaçadas de sete dias, com um bom volume de calda».
Também afirma que, «caso a pressão da praga seja alta, recomenda-se a mistura com um insecticida/acaricida de choque, na primeira aplicação»: «Apesar de os esporos do Naturalis terem uma persistência de 10-15 dias, recomenda-se um intervalo entre aplicações mais curto, para acompanhar os crescimentos vegetativos e dos frutos, de forma a garantir que a carga de esporos se mantenha alta e cubra toda a superfície». A Fitosistema salienta igualmente que, no caso de misturas, se deve consultar «a tabela de compatibilidades, com especial atenção à mistura com fungicidas».
A propósito deste anúncio, a empresa destaca igualmente que, «no sector agrícola, a confiança conquista-se com resultados consistentes». «Tendo vindo a dar provas reais e concretas em campo nos últimos anos no controlo de várias pragas, o Naturalis afirma-se como uma solução que tem vindo a ganhar a confiança dos seus aplicadores; a prova de que é possível aliar soluções biológicas e sustentáveis com eficácia e rentabilidade», realça a Fitosistema.
Pode consultar aqui a ficha técnica do Naturalis. Pode obter mais informações sobre este produto aqui e aqui.
