A AlgarOrange – Associação de Operadores de Citrinos do Algarve aponta para perdas na ordem dos 25%, de uma forma genérica, na produção de citrinos na região algarvia, devido às condições meteorológicas adversas das últimas semanas. Na sequência de «uma breve consulta junto dos produtores e operadores de citrinos da região algarvia», a AlgarOrange fala em perdas «acentuadas», «havendo variedades com perdas na ordem dos 40%».
Segundo um comunicado da Direcção desta associação, de 13 de Fevereiro, «esta é a situação generalizada devido ao prolongamento das condições meteorológicas, com elevados teores de humidade, potenciadores de podridões e queda de fruta». «Para lá da fruta caída no chão, uma quantidade substancial, embora ainda na árvore, já se encontra podre, o que resultará na continuação de queda de fruta ao longo das próximas semanas. Para agravar esta situação, muitos pomares sofreram as consequências de fenómenos extremos de vento, chuva e granizo, o que também contribuiu para as perdas de produção mencionadas», refere a AlgarOrange.
A associação assinala também que, «paralelamente à perda de produção, os custos associados à colheita aumentaram de uma forma substancial». «As condições de trabalho das equipas de colheita tornaram-se verdadeiramente difíceis. Para continuar a abastecer o mercado, a colheita é feita ao frio e à chuva. Em muitos pomares, os tractores afundam na terra saturada de água e os frutos têm que ser retirados apenas pelas pessoas.»
A AlgarOrange declara que, «perante esta situação, é natural que os preços devam reflectir alguma subida junto da produção». De acordo com a associação, «os produtores afectados devem preencher as fichas de notificações, enviá-las para a CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] e idealmente dar conhecimento à Fedagri – Federação da Agricultura Algarvia. Este é o procedimento a seguir para pressionar o Governo a abrir aviso de apoio».