Sector florícola quer mais fitofármacos e maior acesso aos fundos comunitários

A escassez de fitofármacos que podem ser utilizados na produção de flores e plantas, bem como a dificuldade de acesso aos fundos comunitários através do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020 foram algumas das dificuldades apresentadas pelos produtores do sector durante a visita de Luís Medeiros Vieira, secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, a algumas explorações no Montijo.

Durante a reunião de balanço da visita, os produtores, que se fizeram representar pela Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais (APPPFN), enumeraram os aspectos que carecem de algum tipo de acção pelas autoridades competentes.

No caso do PDR 2020, é necessário «rever os critérios de hierarquização das candidaturas e uma maior sensibilização dos técnicos que avaliam os projectos».

Além disso, a APPPFN apontou as majorações dadas a quem pertence a organizações de produtores como um problema já que o sector florícola tem tido dificuldade na constituição de uma organização desta natureza. Nesse sentido, a associação questionou a possibilidade de criação de regras específicas para os produtores de flores que permitissem que apenas parte da produção fosse vendida às OP, nomeadamente as flores vendidas no mercado externo.

O elevado custo da energia foi também apontado como um entrave por Victor Araújo, produtor e gerente da empresa Florineve. «O facto de não conseguirmos aquecer durante o Inverno deixa-nos “fora de jogo”», sublinhou.

No que diz respeito à inovação e à investigação, o presidente do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), Nuno Canada, reconheceu que não tem sido feita investigação sobre este sector. Contudo, relembrou que será criada uma rede nacional de investigação agrária, que irá permitir a «experimentação em condições próximas das comerciais».

Luís Medeiros Vieira salientou que o sector «tem dinamismo». No entanto, «não podemos adormecer, já que o mercado está sempre a evoluir». O responsável salientou três aspectos a que as empresas devem estar atentas quando lidam com os «mercados de grande consumo»: o conhecimento do produto; a disponibilidade de produto; e a grande escala.

O secretário comprometeu-se a analisar as propostas do sector e a dar resposta a todos os pedidos.

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