Ministério da Agricultura cria “Rede de Inovação” para a fileira agroalimentar

Foi apresentada ontem, 22 de Setembro, em Nelas, a “Rede de Inovação” da “Agenda de Inovação da Agricultura 20|30”. Esta rede é composta por 24 pólos distribuídos por Portugal e «procura transformar o conjunto de estruturas dispersas e desarticuladas do Ministério da Agricultura que existem, numa rede consolidada, coerente, moderna, e orientada para as necessidades do sector agrícola e agroalimentar nacional», indica um comunicado do Ministério.

A “Rede de Inovação” tem vários objectivos: «contribuir para reforçar o ecossistema nacional de investigação e inovação agrícola e agroalimentar, promovendo a modernização, a digitalização, a competitividade e a sustentabilidade do sector agroalimentar»; «criar uma estrutura de proximidade, muito orientada para a transferência de conhecimento e de tecnologia, que satisfaça, em simultâneo, as necessidades das grandes explorações mais competitivas e das pequenas explorações agrícolas familiares»; «promover as dinâmicas locais e regionais relacionadas com a agricultura e áreas conexas, favorecendo a fixação de pessoas em territórios de baixa densidade, a valorização dos recursos endógenos e da produção nacional e do desenvolvimento integrado»; «aumentar a eficácia, a eficiência e o impacto das infraestruturas científicas e tecnológicas do Ministério da Agricultura, mas modernizando as que integram a rede, maximizando sinergias e complementaridades com outras estruturas do ecossistema de inovação (institutos politécnicos, universidades, laboratórios colaborativos, centros de competências, empresas com actividades de investigação e desenvolvimento)».

Rede

A “Rede de Inovação” está envolvida no desenvolvimento de um conjunto de «iniciativas emblemáticas» transversais definidas na “Agenda de Inovação da Agricultura 20|30”: “Territórios sustentáveis”, “Revitalização das zonas rurais”, “Mitigação das alterações climáticas”, “Agricultura circular”, “Adaptação às alterações climáticas”, “Alimentação sustentável”, “Agricultura 4.0”, “Uma só saúde” e “Transição agroenergética”. A ministra da Agricultura, que apresentou a “Rede de Inovação”, afirma que esta procura «desenvolver a actividade de investigação e inovação, a formação e transferência de conhecimento e tecnologia, a promoção do empreendedorismo de base rural e a valorização dos recursos endógenos».

Segundo Maria do Céu Antunes, esta rede «tem como foco desenvolver as cadeias de valor e a valorização dos recursos endógenos e foca-se em várias fileiras da agricultura portuguesa». Na apresentação participaram também o presidente do Instituto Nacional de Investigação Agrária, Nuno Canada, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, em representação do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

No comunicado, o Ministério da Agricultura refere que «detém um conjunto de estruturas de grande relevância para Portugal, aptas para a investigação aplicada, desenvolvimento experimental e demonstração, dispersas por todo o País, mas que estão, muitas delas, degradadas, obsoletas e com uma actividade desalinhada com os desafios e necessidades da agricultura de hoje». A entidade realça ainda que «a ausência de uma visão integrada desta rede, associada à falta de uma definição clara das linhas estratégicas para a agricultura nacional conduz a que a rede actual tenha, hoje, um impacto insuficiente na modernização e preparação para os grandes desafios (digitalização, alterações climáticas, descarbonização, desenvolvimento dos meios rurais) das fileiras agroalimentares nacionais».

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