Nova edição de livro dedicado às mulheres rurais

Está disponível uma nova edição, ampliada, do livro “Lutadoras: Mulheres rurais no Mundo”, lançada pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e pela Corteva Agriscience. Com 400 páginas, o livro reúne reflexões e análises de 37 autores, oriundos dos cinco continentes, «que abordam, a partir de diferentes perspectivas, a situação das mulheres do campo e a sua verdadeira contribuição para a actividade agropecuária e para o desenvolvimento dos meios rurais», explicam os promotores da edição.

Esta obra «pretende homenagear as mulheres rurais, as quais desempenham um papel fundamental no desenvolvimento produtivo e, além disso, garantem a estabilidade e a sobrevivência do sector» e visa celebrar o Dia Internacional das Mulheres Rurais – que a Organização das Nações Unidas estabeleceu a 15 de Outubro –, bem como «gerar um espaço de reflexão sobre a realidade de um sector historicamente masculino e que ainda regista grandes desigualdades de género». Segundo os promotores desta nova edição, os autores «facultam dados e estatísticas sobre a vida das mulheres rurais, dão uma resposta à necessidade urgente de criar oportunidades que lhes concedam poder, explicam o motivo de ter um lugar preferencial nas agendas nacionais e internacionais e recolhem testemunhos pessoais e íntimos da sua própria origem rural».

Entre os 37 autores do livro figura Rosa Monteiro, secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade do XXI Governo Constitucional de Portugal, ainda em funções, que diz ser «uma responsabilidade de todos cumprir a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, em que a igualdade de género constitui um dos principais objectivos». «Uma análise mais profunda mostra que algumas mulheres rurais são jovens e muito qualificadas e ocupam cargos profissionais que antes estavam fora de seu alcance, várias das quais desenvolvem projectos inovadores dentro de cooperativas ou microempresas nos sectores agrícola e turístico, entre outros. Muitas experiências inovadoras lideradas por mulheres no âmbito artesanal têm-se mostrado bem-sucedidas e promovido as comunidades e as tradições locais, com o apoio de avançadas ferramentas tecnológicas, de projecto e de comercialização. Os formuladores de políticas devem levar em conta o contexto histórico e enfrentar os problemas, aumentando o potencial e os recursos disponíveis.»

A propósito da apresentação da obra, María Torné, responsável da área de investigação para EMEA da Corteva, afirma que, «hoje em dia, as mulheres desempenham um papel fundamental no meio rural e as empresas e instituições têm de ser as precursoras da mudança para eliminar as barreiras de igualdade de género que continuam a existir». Neste âmbito, María Torné realça que «a Corteva tem um compromisso firme com a sociedade e, para isso, está a organizar diferentes acções com governos, ONG e outros grupos de interesse».

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