«A estratégia para o sector passa por uma abertura de novos mercados para os próximos anos», afirmou ontem, 5 de Fevereiro, a ministra da Agricultura de Portugal durante uma visita à 28.ª Fruit Logistica, feira internacional de frutas e legumes que se realiza em Berlim, Alemanha, até 7 de Fevereiro. Acompanhada pelo embaixador de Portugal na Alemanha, Francisco Ribeiro de Menezes, do presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep), Luís Castro Henriques, e do presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Eduardo Oliveira e Sousa, a ministra visitou as empresas portuguesas integradas no espaço conjunto promovido no certame pela Portugal Fresh – Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal.
Maria do Céu Albuquerque defendeu que «os produtos portugueses têm qualidade e cumprem os mais exigentes requisitos de segurança, impostos pelos mercados internacionais, e Portugal está preparado para corresponder a essa procura». Segundo a ministra, «este sector tem sido emblemático no crescimento da sua internacionalização e na reacção à volatilidade dos preços agrícolas e aos movimentos de concentração no retalho alimentar, desfavoráveis à criação de valor pelo sector».
Maria do Céu Albuquerque destacou ainda que o sector «tem crescido em termos de valor de produção» e que «as exportações também têm registado crescimento, próximo dos 12,5% no período 2014/18». A concluir, a ministra acrescentou que «os principais destinos de exportação são Espanha, França, Reino Unido, Países Baixos e Alemanha», enquanto, «no que respeita a países terceiros, destacam-se Brasil, Japão e Angola».
Sobre a polémica em torno das declarações da ministra a propósito do coronavírus, proferidas durante a visita à Fruit Logistica, o Ministério da Agricultura emitiu um comunicado, no qual Maria do Céu Albuquerque «lamenta a interpretação feita das suas palavras» e expressa que, perante o atual contexto marcado pelo coronavírus e pelas consequências do mesmo, «o sentimento é de preocupação e de solidariedade», estando Portugal «atento e totalmente disponível para cooperar na solução». A ministra assinala ainda que a prioridade nacional permanece no «reforço das garantias de segurança associadas aos produtos agroalimentares, visando corresponder às necessidades registadas e aos requisitos estabelecidos nos mercados externos».







