O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou a edição de 2025 das Estatísticas Agrícolas, documento que reúne indicadores estatísticos relativos à agricultura, à floresta e à indústria agroalimentar em Portugal. A informação abrange as vertentes de “Produção vegetal”, “Produção animal”, “Produção florestal”, “Agricultura e ambiente”, “Indústrias alimentares, das bebidas e do tabaco”, “Comércio internacional: Produtos agrícolas e alimentares e produtos florestais”, “Balanços de aprovisionamento”, “Preços e índices de preços na agricultura”, “Contas económicas da agricultura” e “Contas da floresta”, incluindo ainda um capítulo com metainformação estatística.
Um dos pontos em destaque no ano agrícola 2024/2025 foi o impacto das condições meteorológicas, com temperaturas persistentemente elevadas e precipitação irregular, culminando com o verão mais quente e mais seco dos últimos 94 anos. Segundo o INE, «apesar deste contexto, as disponibilidades hídricas mantiveram-se globalmente favoráveis, proporcionando uma campanha excepcional para as pastagens e culturas forrageiras». Contudo, «a produção de cereais, batata, vinho e citrinos foi condicionada pelas condições meteorológicas e pela pressão de doenças, enquanto a produção de azeite voltou a manter níveis elevados», refere a entidade.
O INE também indica que «os índices de preços da produção agrícola aumentaram 1,6%, reflectindo a valorização da produção animal, enquanto os índices de preços dos bens e serviços de consumo corrente na agricultura diminuíram 1,0%». A entidade assinala igualmente que, «apesar do aumento nominal do Valor Acrescentado Bruto (VAB) em 2,9%, o rendimento da actividade agrícola, em termos reais por unidade de trabalho ano, diminuiu 4,5%, sobretudo devido à redução dos outros subsídios à produção».
De acordo com o INE, «Portugal continuou a evidenciar fortes contrastes no autoaprovisionamento alimentar», porque enquanto «os cereais mantiveram um grau de autoaprovisionamento muito reduzido (16,8%)», já «o azeite (247,9%), o arroz (119,3%) e o vinho (107,2%) conservaram posições excedentárias». Quanto à balança comercial dos produtos agrícolas e agroalimentares, o défice agravou-se para 6,3 mil milhões de euros.
Em 2025, a indústria alimentar manteve a sua posição como principal actividade da indústria transformadora nacional, representando 16,6% do valor total das vendas industriais. O INE destaca ainda, na vertente ambiental, que «as vendas de produtos fitofarmacêuticos aumentaram 2,7%», que «o consumo aparente de fertilizantes reduziu-se 10,1%» e que «as emissões de gases com efeito de estufa da actividade agrícola diminuíram 1,2%, apesar do aumento do consumo directo de energia».
Pode consultar as Estatísticas Agrícolas 2025 aqui.
