O Gubico, um preparado fermentado à base de grão-de-bico biológico e maçã de Alcobaça desenvolvido por quatro estudantes do Instituto Superior de Agronomia, venceu a 10.ª edição do Prémio Ecotrophelia Portugal. O projecto destacou-se entre 21 candidaturas apresentadas por 80 estudantes de instituições de ensino superior de todo o País e vai representar Portugal na final do Ecotrophelia Europe, que se realiza nos dias 18 e 19 de Outubro, em Paris, durante a SIAL.
A equipa vencedora, constituída por Inês Traquina, Rita Maia, Maria Inês Vieira e Aster Dsouza, conquistou o 1.º prémio, no valor de 3.000 euros, financiado pelo Crédito Agrícola, garantindo a participação na competição europeia. O Gubico recebeu ainda a Distinção Nutri Up, atribuída pela Associação Portuguesa de Nutrição (APN), em reconhecimento do perfil nutricional do produto, que inclui consultoria especializada e acesso gratuito ao Congresso de Nutrição de 2026.

O projecto foi igualmente distinguido com os prémios Rise Up, Strategy Up, Design Up e Communication Up, atribuídos pela UPTEC, Market Access, Tekzenit e Invicta Toastmasters, respectivamente. Estas distinções garantem apoio especializado nas áreas do empreendedorismo, desenvolvimento do plano de negócios, design e comunicação, preparando a equipa para a participação no Ecotrophelia Europe.
«O Prémio Ecotrophelia é uma oportunidade que pode abrir portas para o mercado de trabalho e contribuir para a melhoria do trabalho que desenvolvemos, bem como para a nossa formação, através das experiências que vamos viver a partir de agora», afirmaram Inês Traquina, Rita Maia, Maria Inês Vieira e Aster Dsouza.
O 2.º lugar foi atribuído ao projecto Épêxe, desenvolvido por estudantes do Instituto Superior de Agronomia, que propõe uma gama de enchidos do mar produzidos a partir de pescada, salmão e choco, distinguido com um prémio de 2.000 euros.
O 3.º lugar coube ao projecto Molh’Tata, um molho vegan à base de batata-doce e extracto de proteína de levedura, também desenvolvido por estudantes do Instituto Superior de Agronomia, que recebeu um prémio de 1.000 euros.
Todas as equipas finalistas garantiram ainda o acesso a um programa desenvolvido pelo EIT Food, comunidade europeia de inovação no sector alimentar impulsionada pelo Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT), que reúne empresas, startups, centros de investigação e universidades.
Ao longo de dez edições, o Prémio Ecotrophelia Portugal afirmou-se como uma competição nacional dedicada à eco-inovação no sector agroalimentar, desafiando estudantes universitários a desenvolver produtos alimentares sustentáveis, capazes de contribuir para a redução do desperdício alimentar e para a promoção da economia circular.
Para Deolinda Silva, directora executiva da PortugalFoods, o Prémio Ecotrophelia Portugal tornou-se, ao longo de dez edições, muito mais do que uma competição de inovação alimentar. «O maior legado está nas pessoas. O Ecotrophelia desafia estudantes a sair da sua zona de conforto, a trabalhar em equipas multidisciplinares e a transformar conhecimento científico em soluções concretas. É uma experiência que enriquece o percurso académico, desenvolve competências essenciais e, muitas vezes, influencia o futuro profissional dos participantes.»
A responsável considera ainda que a qualidade dos projectos apresentados tem contribuído para afirmar Portugal no contexto europeu da inovação alimentar. «Num momento em que a Europa enfrenta desafios como a segurança alimentar, a sustentabilidade e a utilização eficiente dos recursos, iniciativas como o Ecotrophelia são fundamentais para preparar uma nova geração de profissionais capazes de desenvolver soluções inovadoras para um sector estratégico para a economia e para a sociedade.»