Governo prepara estratégia contra desperdício alimentar

No Dia Mundial da Alimentação, 16 de Outubro, o Governo português vai apresentar o Plano Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar. A apresentação será efectuada durante o fórum “Inovação Alimentar ao Serviço do Consumidor”, que tem lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Segundo Nuno Vieira e Brito, secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, este plano é um documento de «compromisso ético» que envolve diferentes entidades: autarquias, confederações e agricultores, indústrias, universidades, restauração, ministérios…. O documento contém «um conjunto muito lato de intenções», a partir das quais «cada sector desenvolverá linhas de orientação próprias». A estratégia é composta por planos sectoriais (produção primária, indústria, distribuição, restauração/hotelaria, consumidor…), existindo «compromissos em cada área, com metas específicas». Pretende-se, por exemplo, encontrar «formas alternativas de escoamento» – como autoconsumo, venda directa ou mercados de proximidade. «Devemos fazer todos um compromisso profundo no sentido de reduzir o desperdício alimentar», referiu o secretário de Estado.

A taxa média de desperdício alimentar referenciada para os Estados Unidos ou para o Reino Unido é de 50%, enquanto na União Europeia é de 30%. Para Portugal aponta-se um valor médio de 17%, com base no único estudo existente no País sobre este tema – o do Projecto de Estudo e Reflexão sobre Desperdício Alimentar (PERDA), desenvolvido pelo Centro de Estudos e Estratégias para a Sustentabilidade, em 2012. Como este pode ser um «valor subestimado», indica o secretário de Estado, no âmbito da estratégia pretende-se realizar um estudo para fazer a «real avaliação do desperdício» em Portugal.

A Câmara Municipal de Lisboa, que criou em Junho último um Comissariado Municipal de Combate ao Desperdício Alimentar e que está a desenvolver várias actividades neste âmbito, apresentou três sugestões a incluir na estratégia: criação de uma Plataforma Nacional de Conhecimento sobre o Desperdício Alimentar, com dados sobre a sua produção («quem produz, o que produz e onde produz») e os seus potenciais utilizadores; definição da estrutura nacional de combate ao desperdício alimentar («clarificando os papéis dos diferentes actores»); «revitalização e expansão dos mercados de proximidade». Lisboa pretende ter um plano de combate ao desperdício alimentar aprovado até final de 2015 e ser «a primeira capital da Europa com menos desperdícios alimentares».

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