A economia circular pode ser uma via para tornar as ferramentas digitais mais acessíveis aos agricultores, sobretudo aos pequenos e médios produtores. Esta foi uma das principais conclusões do mais recente episódio do podcast do projecto “Laboratório Vivo da Agricultura 4.1”, promovido pela AJAP – Associação dos Jovens Agricultores de Portugal, o qual foi dedicado ao tema da digitalização.
No episódio, Miguel de Castro Neto, director da Nova IMS, e Firmino Cordeiro, director-geral da AJAP, analisaram o impacto da inteligência artificial generativa e das tecnologias de agricultura de precisão no sector agrícola. A conversa incidiu ainda sobre os desafios associados ao crescente volume de dados disponíveis e à necessidade de garantir informação fiável e devidamente seleccionada.
O episódio integra um ciclo de três programas dedicados às áreas da sustentabilidade, digitalização e comunicação, temas centrais do Laboratório Vivo da Agricultura 4.1. A plataforma disponibiliza gratuitamente conteúdos de formação destinados a Jovens Agricultores e Jovens Empresários Rurais, com o objectivo de reforçar a capacitação e a competitividade do sector.
Durante a conversa, Firmino Cordeiro defendeu que a adopção de modelos de economia circular, assentes na utilização de soluções como serviço em vez da sua aquisição, poderá facilitar o acesso às tecnologias digitais por parte de explorações de menor dimensão. O responsável destacou também o papel das organizações de agricultores no apoio a esta transição.
Os intervenientes alertaram ainda para a importância de assegurar a qualidade dos dados usados por sistemas de inteligência artificial, considerando essencial trabalhar com conteúdos validados. O episódio integra o podcast Agricultar e está disponível nas principais plataformas de streaming e no website do projecto.
O Laboratório Vivo da Agricultura 4.1 dá continuidade ao trabalho desenvolvido na versão 4.0, através de uma plataforma renovada que reúne módulos de formação, casos de sucesso e contributos de especialistas. A iniciativa é apoiada pelo COMPETE 2030 – Programa Temático Inovação e Transição Digital, pelo FEDER, Portugal 2030 e pela União Europeia.