No âmbito do surto do novo Coronavírus, a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri) emitiu um comunicado em que solicita ao Ministério da Agricultura «que o sector agrícola seja considerado prioritário no âmbito dos planos e medidas de contingência da actual crise de saúde». Sublinhando que as cooperativas agrícolas estão «socialmente preocupadas e comprometidas com a necessidade de conter a evolução do surto de Covid-19» e conscientes da sua «responsabilidade de garantir o provimento de bens alimentares às populações», a entidade diz que «as cooperativas agrícolas e os agricultores não podem parar».
«Tendo em consideração a imprescindibilidade da manutenção dos movimentos transfronteiriços para a circulação de bens alimentares e de factores de produção», a Confagri «solicita ao Ministério da Agricultura que, conjuntamente com as autoridades de saúde e de administração interna, estabeleçam regras que permitam, com segurança, assegurar a circulação de mercadorias, tanto ao nível do mercado interno europeu, como dos países terceiros». Num comunicado emitido a 18 de Março, embora reconheça as «circunstâncias extraordinárias que atravessamos», a Confagri defende que «a situação de particular vulnerabilidade do sector agrícola, cuja actividade não pode ser suspensa por não ser possível parar o ciclo biológico das plantas e dos animais, determina a necessidade dos agricultores continuarem com a realização das suas actividades agrícolas e pecuárias para a manutenção de plantas em boas condições fitossanitárias e de animais adequadamente alimentados e com boa saúde».
A confederação acrescenta que «é fundamental manter também serviços mínimos nas cooperativas agrícolas para o abastecimento de factores de produção, tais como produtos fitofarmacêuticos, fertilizantes, sementes, rações e medicamentos veterinários». A concluir, a Confagri realça que «as cooperativas agrícolas e os agricultores, neste período de crise generalizada para todos, com sentido de dever e responsabilidade, irão continuar a zelar pela produção e manutenção do abastecimento de bens alimentares seguros e de qualidade aos cidadãos», afirmando que «por todos, as cooperativas agrícolas e os agricultores não param».