Biofungicida Problad obteve autorização para 60 Usos Menores

Problad, o biofungicida derivado do tremoço, desenvolvido e patenteado pela empresa portuguesa CEV, SA, e comercializado em Portugal pela Lusosem, obteve autorização para 60 Usos Menores. Segundo a Lusosem, foram autorizados os Usos Menores para as seguintes culturas: amendoeira, nogueira, aveleira, abacateiro, mangueira, romãzeira, framboesa, amora, mirtilo, kiwi, abóbora, pimento, malagueta, melão, melancia, pepino, curgete, ervilha, fava, diversas plantas aromáticas (alecrim, aneto, coentros, funcho, hortelã-comum, hortelã-pimenta, loureiro, manjericão, orégãos e salsa) e canábis medicinal.

As doenças alvo da autorização são a podridão cinzenta (Botrytis cinerea), o oídio (Oidium sp.; Golovinomyces cichoracearum; Sphaerotheca sp.; Sphaerotheca fuliginea; Leveillula taurica, Podosphaera aphanis; P. mors-uvae; Microsphaera vaccinii; Erysiphe pisi; Phyllactinia guttata; Oidium mangiferae), a antracnose (Colletotrichum acutatum, Colletotrichum gloeosporioides), o crivado (Wilsonomyces carpophilus), a moniliose (Monilinia sp.) e a esclerotinia (Sclerotinia sclerotiorum). A propósito do anúncio da extensão de autorização do Problad, a Lusosem sublinha que esta «ocorre na segunda campanha de comercialização do biofungicida português e após ter demonstrado ser eficaz a prevenir as principais doenças fúngicas em videira e tomateiro, pomares de frutos de caroço, morangueiro, beringela e arroz».

De acordo com a Lusosem, «o Problad é um novo conceito de fungicida natural à base de uma proteína obtida do extrato aquoso de sementes germinadas de tremoço doce (Lupinus albus)» e «apresenta um novo modo de acção multi-sítio, actuando ao nível da parede e membrana celular dos fungos e no interior da célula bloqueia o metabolismo através da inactivação de múltiplas enzimas». Trata-se de «um produto de contacto, mas também apresenta actividade translaminar, penetrando no interior dos tecidos vegetais», diz a empresa, acrescentando que, «integrado num programa de protecção de culturas, em alternância com outros modos de acção, diminui fortemente a probabilidade de desenvolvimento de resistências por parte dos fungos».
Filipa Setas, responsável de Desenvolvimento e Inovação na Lusosem, afirma que, «após uma campanha em que o Problad demonstrou eficácia nos registos já obtidos, nomeadamente nas culturas da vinha e do tomateiro, a Lusosem congratula-se com a obtenção da aprovação deste biofungicida 100% português para um tão vasto conjunto de culturas e finalidades, o que vem reforçar o nosso compromisso com a inovação, proporcionando ferramentas aos agricultores alinhadas com os conceitos do bem-estar vegetal e da sustentabilidade». A Lusosem realça ainda que «esta nova solução natural e 100% portuguesa é totalmente segura para os aplicadores e para o meio ambiente», que «não deixa resíduos nos produtos agrícolas», que «os agricultores podem aplicar o Problad até à fase final do ciclo das culturas, sem risco de contaminação dos alimentos», e que este produto «está autorizado em agricultura biológica».

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