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InnovPlantProtect inaugura novas instalações em Elvas

Foram oficialmente inauguradas ontem, 28 de Julho, em Elvas, as novas instalações do InnovPlantProtect (InPP). Estas novas instalações envolvem um investimento de 2,8 milhões de euros e estão situadas no edifício do Pólo de Inovação de Elvas, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV).

As obras das instalações definitivas do laboratório colaborativo no edifício do INIAV tiveram início em Janeiro de 2021 e o espaço «está agora a funcionar em pleno, depois de concluída toda a remodelação do edifício e de instalados todos os equipamentos», explica o InPP. Segundo a entidade, esta inauguração marca «uma nova etapa do InPP, em que se pretende dar continuidade ao desenvolvimento de novos produtos (novos biopesticidas e novas plantas resistentes) e serviços prestados aos agricultores, bem como ao nível social e regional, na medida em que se posiciona como um pólo de atracção de investimento para a região do Alentejo e impulsiona também a criação de emprego qualificado e a densificação do interior do país».

Este laboratório colaborativo é coordenado pela Universidade Nova de Lisboa. A entidade sublinha que o InPP «já permitiu trazer para o interior do país mais de 40 profissionais altamente qualificados, que se fixaram na região com as suas famílias, contribuindo, desta forma, para a valorização do território».

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Fundado em 2019, o InnovPlantProtect visa «desenvolver soluções inovadoras de base biológica» para protecção de culturas contra pragas e doenças – tendo como foco prioritário nas culturas mediterrânicas, em particular para as proteger contra pragas e doenças emergentes, associadas às alterações climáticas – e «prestar serviços de diagnóstico e monitorização». A entidade conta com vários associados: Universidade Nova de Lisboa, INIAV, Universidade de Évora, Instituto Politécnico de Portalegre, Câmara Municipal de Elvas, Bayer Crop Science, Syngenta Crop Protection, Fertiprado, Centro de Biotecnologia Agrícola e Alimentar do Alentejo (CEBAL), Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC), Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo (Anpromis), Casa do Arroz e Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (FNOP).

A sessão de inauguração contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato (na imagem abaixo), da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, da secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira, e do secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Rui Martinho, e do vereador da Câmara Municipal de Elvas, Hermenegildo Rodrigues, que esteve em representação do presidente da edilidade. O evento contou com intervenções dos vários responsáveis políticos presentes – como pode consultar aqui e aqui –, com uma apresentação sobre o InnovPlantProtect – por parte de Margarida Oliveira, presidente do Conselho de Administração do InPP, e de Pedro Fevereiro, director executivo – e com uma visita às novas instalações.

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É de referir ainda que investigadores deste laboratório colaborativo submeteram, em 21 de Julho, «o primeiro pedido provisório de patente para a protecção industrial de uma estirpe bacteriana, isolada da natureza e ecologicamente segura, que apresenta uma elevada eficiência no controlo do fogo bacteriano», doença causada pela bactéria Erwinia amylovora, que afecta várias espécies vegetais, em particular da família das rosáceas, nomeadamente pereiras e macieiras. Também é de assinalar que foram recentemente aprovadas duas agendas mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito da vertente “Agendas mobilizadoras para a inovação empresarial – Propostas para a economia do futuro”, em que o InnovPlantProtect participa: “InsectERA” – este consórcio, liderado pela Ingredient Odyssey, envolve um investimento total de 57 milhões de euros, pretende aplicar os conceitos da economia circular à indústria dos insectos, visando «devolver subprodutos da agroindústria, e alguns resíduos agropecuários e urbanos, à cadeia de valor, sob a forma de soluções nutricionais para pessoas, animais e plantas, bem como novas soluções industriais, da cosmética aos bioplásticos» – e “Pacto da Bioeconomia Azul”.

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