Valorfito diz ter evitado emissão de 5.000 t de CO2 nos últimos 10 anos

O Valorfito – Sistema Integrado de Gestão de Embalagens e Resíduos em Agricultura afirma que, nos últimos 10 anos de actividade, evitou a emissão de quase 5.000 toneladas de CO2 (dióxido de carbono), contribuindo assim «para a redução da pegada de carbono da actividade da indústria de produtos fitofarmacêuticos, biocidas e sementes de uso profissional em particular, com impacto na actividade agrícola em geral». «O Valorfito contribuiu, na última década, para que se evitassem as emissões de 4.792 toneladas de CO2 equivalente para a atmosfera, reflectindo as 3.704 toneladas de resíduos recolhidos desde 2012, que corresponde a 12.263 barris ou 1.668 toneladas de petróleo», disse recentemente António Lopes Dias, director geral da Sigeru – Sistema Integrado de Gestão de Embalagens e Resíduos em Agricultura, entidade gestora do Valorfito.

O Valorfito, entidade responsável pela gestão de resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos, biocidas e sementes de utilização profissional, indica em comunicado que estes dados visam contribuir «para a melhoria contínua do desempenho ambiental do sistema». Segundo António Lopes Dias, «se dúvidas houvesse», estes valores são «o reflexo do contributo fundamental do sector agrícola para o combate às alterações climáticas».

Tendo como base o ano de 2012, «foram seguidos os referenciais do programa WARM da EPA (Environmental Protection Agency – USA), que definem as emissões de CO2 equivalente que se evitam com a reciclagem e valorização dos resíduos por oposição à deposição em aterro, para os diversos materiais de resíduos de embalagem», explica o Valorfito. «Ao ganho ambiental directamente obtido, descontaram-se as emissões de todo o sistema, nomeadamente na sua componente maior, que é o transporte dos resíduos. Neste aspecto, o sistema trabalha diariamente para que os seus processos de recolha e transporte de resíduos sejam planeados ao detalhe, por forma a minimizar o impacte ambiental destas operações. Tarefa que não é fácil dados os mais de 1.100 Pontos de Retoma distribuídos por todo o território nacional, incluindo regiões autónomas, e quase um milhar de operações de levantamento durante o último ano», detalha a entidade.

O director geral do Valorfito realçou também que, «ao longo da última década, verifica-se que a recolha de resíduos de embalagens está intimamente ligada ao aumento do valor de emissões evitadas, numa proporção de 1,3 toneladas de CO2 equivalente por cada tonelada de resíduos recolhidos, que resulta da evolução verificada no sector agrícola, que passou de 243 toneladas de resíduos de embalagens recolhidos em 2012 para as actuais 512 toneladas em 2021», um valor recorde em Portugal, o que, na sua opinião, «espelha os resultados da formação, profissionalização e execução das boas práticas ambientais do sector». «Outros factores que contribuem, igualmente, para melhorar a performance do sistema relativamente à pegada de carbono, são a optimização logística, quer em termos de recolhas, quer em termos da gestão da capacidade de armazenamento dos pontos de retoma e, por outro lado, as opções de destino final dos resíduos. Estes influenciam bastante o cálculo, uma vez que quantos mais resíduos de embalagens forem reciclados, melhor será o índice de emissões de carbono evitadas. Todos estes factores têm vindo a ser optimizados nos últimos anos, o que permite ao Valorfito e a todo o sector agrícola perceber como se poderá evoluir para se atingirem resultados ainda mais positivos nos próximos anos», referiu António Lopes Dias.

O Valorfito assinala ainda que se conclui que «a entrega dos resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos, sementes e biocidas por parte dos agricultores garante que aqueles seguem as melhores práticas de reciclagem e valorização, para além de todos os benefícios ambientais e de segurança inerentes, evitando-se, também, a emissão de importantes quantidades de CO2 para a atmosfera». Neste âmbito, a entidade considera que é «essencial continuar a trabalhar para melhorar este indicador, sobretudo na área de prevenção de resíduos, sensibilizando os operadores económicos para a necessidade de desenvolver conceitos de embalagem mais compatíveis com a reutilização e a reciclabilidade, após a sua utilização».

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