Figura 3

Detecção de Trioza erytreae em Aljezur suscita luta biológica

A Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) publicou no início de Outubro o Despacho n.º 51/G/2021, que procede à actualização da zona demarcada para a Trioza erytreae Del Guercio. Este insecto, também conhecido como psila africana dos citrinos, provoca estragos directos e significativos nos citrinos e é também vector da doença Huanglongbing (ou Citrus greening – enverdecimento dos citrinos), considerada como a mais grave a nível mundial para estas espécies vegetais, causada pela bactéria Candidatus liberibacter spp., cuja entrada no território europeu se pretende evitar.

A zona demarcada para a Trioza erytreae em Portugal passa a incluir três freguesias do concelho de Aljezur, na região do Algarve: Rogil, onde foi recentemente assinalada a presença do insecto; Aljezur e Almancial, como freguesias parcialmente abrangidas na zona tampão. Pode consultar aqui o Despacho n.º 51/G/2021, da DGAV.

Neste contexto, a Direcção Regional de Agricultura e Pesca do Algarve (DRAP Algarve) anunciou que, em articulação com a DGAV, realizou a 29 de Setembro uma largada do parasitóide Tamarixia dryi nesta região. Segundo a DRAP Algarve, «esta espécie de parasitóide, específico para esta praga, utilizado já noutros locais do País, onde esta praga tem vindo a ser assinalada, tem revelado elevadas taxas de parasitismo, sendo considerado como um potencial organismo na aplicação da luta biológica contra esta importante praga da cultura dos citrinos».

A DRAP Algarve refere que «o programa nacional de luta biológica contra o insecto Trioza erytreae, com aposta reforçada do Ministério da Agricultura em alternativas inovadoras e sustentáveis para o controlo de pragas de quarentena, tem vindo a decorrer desde Outubro de 2019, em coordenação com os serviços fitossanitários espanhóis (que fornecem o parasitóide), visto que a praga também foi identificada na Galiza e nas Canárias». A entidade sublinha ainda «a importância desta acção para a citricultura algarvia, a maior e mais importante área de produção ctrícola do País, por forma a obstaculizar o avanço deste insecto que, para além de ser praga de quarentena, é também um vector da doença do greening dos citrinos (HLB)».

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