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Ministra anuncia retoma de pagamentos ligados para os cereais em Portugal

Durante a 44.ª Assembleia Geral do Clube Português dos Cereais de Qualidade, que teve lugar a 16 de Junho, em Santa Eulália, no concelho de Elvas, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, anunciou, numa declaração em vídeo gravada, o restabelecimento dos pagamentos directos ao sector dos cereais em Portugal. «Para a ANPOC [Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais] e para a Anpromis [Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo], esta mensagem é de extrema importância, pois é o corolário do enorme esforço que o sector dos cereais – praganosos, milho e arroz – tem feito para contrariar a dependência externa da nossa balança comercial, melhorar o rendimento dos agricultores e consolidar ao aumento das áreas de produção de cereal em Portugal», referiu José Palha, presidente da ANPOC, acrescentando que «regozijamo-nos com o anúncio dos pagamentos ligados e com a continuação da implementação das medidas definidas na Estratégia Nacional para a Promoção da Produção de Cereais».

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O Clube Português dos Cereais de Qualidade é uma entidade informal, a funcionar sob os auspícios da ANPOC. Reúne organizações de produtores (Cersul – Agrupamento de Produtores de Cereais do Sul, Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches, Cooperativa Agrícola de Beringel, Globalqueva e Procereais – Agrupamento de Produtores de Cereais), organizações socioprofissionais do sector (ANPOC e Anpromis), investigação (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária e Instituto Politécnico de Beja) e os principais representantes da indústria de moagem e semolaria (Germen/Ceres, Cerealis, Fábricas Lusitana e Insular) e da indústria cervejeira (Sociedade Central de Cervejas e Maltibérica/Super Bock Group).

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Em comunicado, a ANPOC explica que o Clube Português dos Cereais de Qualidade reúne duas vezes por ano – em Maio/Junho, coincidindo com o início das ceifas, para análise do ano cerealífero; em Outubro/Novembro, coincidindo com o arranque da campanha de sementeira dos cereais praganosos, para preparação e previsão da campanha seguinte – e que a organização das assembleias é rotativa – as organizações de produtores preparam as assembleias de Maio/Junho; a indústria prepara as assembleias do fim do ano. Segundo o comunicado, a 44ª Assembleia Geral foi organizada pela Cersul, que na ocasião lançou o seu projecto experimental na Herdade do Retiro e mostrou os equipamentos laboratoriais recém-adquiridos, «que colocam esta organização de produtores na vanguarda da tecnologia analítica para controlo de qualidade dos cereais e monitorização das características físico-químicas das matérias-primas destinadas a uso industrial».

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«O Clube tem procurado funcionar como um embrião de uma organização interprofissional dos cereais, trabalhando ao nível da avaliação das produções, da identificação das necessidades do sector, do fomento da inovação e da melhoria da articulação entre os agentes da fileira. E tudo isto em prol da promoção e valorização dos cereais, do aumento do rendimento dos produtores e, também, do rendimento e eficiência da cadeia como um todo», referiu Luís Bulhão Martins, presidente da Cersul e membro da Direcção da Anpromis. «O baixo grau de aprovisionamento de Portugal no que se refere a cereais começa finalmente a ser considerado um problema político nacional. Já temos a Estratégia Nacional para a Promoção da Produção dos Cereais, um documento extremamente estruturado que recebeu inputs de especialistas do sector, da investigação, da indústria e do Ministério da Agricultura e que resume um conjunto específico de medidas – umas de carácter infraestruturante, outras de apoio directo. É agora importante que este documento constitua um ponto de partida efectivo para a reforma da Política Agrícola Comum, em preparação», concluiu Luís Bulhão Martins.

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