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Fenareg propõe projecto-piloto de comunidades de energia solar no regadio colectivo

A Federação Nacional de Regantes de Portugal (Fenareg) anunciou a intenção de avançar com um projecto-piloto de comunidades de energia solar no regadio colectivo, com o objectivo de «reduzir as emissões de carbono e os custos da energia na distribuição de água à agricultura». Para o efeito, a entidade apela ao Governo «que a medida de “Instalação de painéis fotovoltaicos – Next Generation” abranja os regadios colectivos e as associações de regantes, através de um anúncio dedicado na operação 3.4.2 do PDR2020 [Plano de Desenvolvimento Rural 2014-2020]», considerando que «este apoio é fundamental para a implementação das comunidades de energia solar no regadio colectivo».

Segundo a Fenareg, no modelo que tem em estudo «as associações de regantes funcionarão como pólo produtor e distribuidor de energia limpa para os agricultores e a comunidade local (agroindústria, autarquias, etc), esta sobretudo no período de Inverno, quando as necessidades energéticas do regadio são reduzidas». Em comunicado, a entidade explica que «as comunidades de energia solar são constituídas por um conjunto de consumidores que, através de uma instalação partilhada, produzem parte ou a totalidade da energia eléctrica que consomem, através de recursos renováveis, reduzindo os custos com a electricidade», e que a sua proposta surge na sequência do anúncio efectuado pela ministra da Agricultura «de que pretende implementar comunidades de energia solar no sector agrícola, referindo o papel importantíssimo dos sistemas colectivos de regadio nestas estruturas».

«Abastecemos água a 40% da área de regadio em Portugal – 240.000 hectares – e suportamos custos elevadíssimos com a energia – 390 GWh/ano –, que chega a ter um peso de 75% do custo do serviço de abastecimento de água. É por isso de elementar justiça que as associações de regantes sejam incluídas nos apoios à instalação de energias limpas, podendo desta forma cumprir o seu papel no esforço colectivo para atingir a neutralidade carbónica na UE até 2050», diz José Núncio, presidente da Fenareg. A entidade afirma que «a sustentabilidade energética do regadio é prioritária para as associações de regantes» e que um levantamento que realizou «estima em 2,5 milhões de euros (18 unidades, 2,3 GWp de potência de produção) as intenções de investimento das suas associadas em produção fotoeléctrica».

«Em 2020, conseguirmos produzir 15% da energia que consumimos a partir de fontes renováveis, com uma poupança de 55.000 euros na factura anual da electricidade», assinala António Parreira, presidente da Associação de Beneficiários do Roxo (Abroxo), a propósito da central de produção fotoeléctrica [nas imagens] que esta associação de regantes, a qual abastece a estação elevatória de Montes Velhos (Aljustrel). No comunicado, a Fenareg «congratula-se com a reintrodução do apoio da electricidade verde, mas defende que a medida deve ser estudada em conjunto com o sector para responder de forma efectiva às necessidades dos agricultores» – «até ao momento, desconhece-se qual é o nível de execução da medida e o montante de apoios atribuídos à electricidade verde em 2020», indica a Fenareg – e pede ainda ao Governo «que sejam implementados contratos sazonais de electricidade para a agricultura, tal como já acontece em Espanha», considerando que «é fundamental que os agricultores portugueses beneficiem das mesmas condições que os seus pares noutros Estados-membros da União Europeia, mantendo a necessária competitividade no mercado agrícola global».

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