1a

AlgFuturo divulga estudo sobre cultura do abacate no Algarve

Segundo o estudo “A importância da cultura do abacate na região do Algarve”, «a água utilizada por esta cultura é, em média, 6.500 m3/ha por ano, o que é semelhante à média das culturas dominantes, nalguns casos ainda menos». O estudo, realizado pela consultora Agro.Ges e apresentado ontem, 16 de Junho, na Biblioteca Municipal de Faro, indica também que «os 1.833 ha de abacateiros do Algarve representam 1,8% da superfície agrícola utilizada da região e 3,2% da área de culturas permanentes do Algarve».

A área actual da cultura de abacate no Algarve – 1.833 ha – vai «gerar 40 milhões de euros anuais para a região de VAB (Valor Acrescentado Bruto), diz o estudo, referindo também que, «actualmente, mesmo sem todos os pomares estarem no chamado ano cruzeiro de produtividade, essa contribuição é já de 20 milhões de euros para a economia anual da região». De acordo com a AlgFuturo – União Empresarial do Algarve, entidade que promoveu a apresentação do estudo, este documento «recomenda que o abacate seja uma opção estratégica e uma opção importante do desenvolvimento agrícola da região do Algarve, incluindo os seus produtores nos processos de decisão, planeamento e abordagem às soluções para os problemas que o futuro possa guardar».

Em comunicado, a AlgFuturo sublinha ainda que, «num dos temas mais relevantes no debate sobre a cultura dos abacates no Algarve, o da água», os números apresentados no estudo – que a entidade define como «tira-teimas» e que foi coordenado por Francisco Avilez – «mostram bem que se há um problema de escassez de água no Algarve, dificilmente esse problema pode ter origem na cultura dos abacates». Na apresentação – que contou com cerca de meia centena de participantes –, José Vitorino, presidente da AlgFuturo, afirmou que o estudo «dissipa todas as dúvidas sobre a importância do abacate na diversificação da agricultura algarvia e que quaisquer campanhas contra têm “perna curta”, porque não se inventariou nada de negativo», assinala o comunicado.

Para a AlgFuturo, «o respeito pelos recursos naturais, através do melhor conhecimento das questões relacionadas com o solo, a água, a biodiversidade e o balanço do carbono, assim como a garantia do cumprimento de toda a legislação, permitirão o desenvolvimento sustentável da região, devendo o abacate ser parte desta importante equação». O comunicado da AlgFuturo realça que, na apresentação, o director regional de Agricultura e Pescas do Algarve, Pedro Valadas Monteiro, comentou que «a cultura do abacate apresenta-se como o novo paradigma do que deve ser o futuro da agricultura na região, ou seja, com forte incorporação tecnológica, com alto valor acrescentado e com as mais eficientes técnicas de gestão de recursos, nomeadamente a água».

Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, defendeu que «o abacate é uma cultura geradora de valor económico capaz de rentabilizar pequenos espaços». Por sua vez, Amílcar Duarte, da Universidade do Algarve, sublinhou que, «ao contrário do que parecem pensar algumas pessoas, a produção de abacate não é nem uma monocultura nem é uma cultura intensiva». Pode consultar um resumo do estudo aqui e aqui.

2a

Notícias relacionadas




Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Fotogaleria