Digital Agrifood Summit Portugal recebeu quase 300 compradores internacionais

A primeira edição da Digital Agrifood Summit Portugal, que teve lugar online entre 20 e 23 de Janeiro, contou com visitas de cerca de 300 empresas estrangeiras. Segundo a organização, os compradores internacionais foram provenientes de 61 países – com destaque para Espanha (72), México (34), Canadá (29), Alemanha (28), Estados Unidos (27), Reino Unido (26) e Japão (25) – e, durante os quatro dias da feira virtual do sector agroalimentar nacional, a plataforma online onde decorreu «registou quase 700 registos, dos quais cerca de 2/3 pertencentes a visitantes internacionais».

Em comunicado, a organização explica que «a plataforma digital onde decorreu a feira registou centenas de reuniões agendadas, através de uma aplicação própria de videoconferência, sendo que há relatos de encontros B2B [business-to-business] que ocorreram de forma informal noutros canais digitais de interacção». É também referido que «a página de networking e o chat foram igualmente importantes ferramentas de comunicação entre expositores e visitantes, sendo um ponto de partida para o agendamento de encontros de negócios».

De acordo com a organização, «a plataforma vai continuar online até 20 de Fevereiro para os utilizadores registados no evento, podendo ser utilizada para agendamento de reuniões de follow-up e visita aos stands virtuais, tendo os compradores acesso à informação das empresas e dos seus produtos». Este certame foi organizado pelo consórcio Portuguese Agrofood Cluster (composto por PortugalFoods, Inovcluster, Agrocluster e Portugal Fresh), em parceria com a ViniPortugal e contou com o apoio da Secretaria de Estado da Internacionalização e do Ministério da Agricultura, da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e da Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA).

No comunicado, a organização anuncia também que a Digital Agrifood Summit Portugal «regressa em 2022». Esta feira virtual «será para continuar mesmo no futuro pós-pandemia, sendo a prova de que as empresas agroalimentares nacionais estão preparadas para o desígnio da digitalização», afirma a organização, acrescentando que «o modelo online assume-se como ferramenta vital para a promoção externa, proporcionando o contacto directo com potenciais clientes, de forma ágil e dinâmica».

Olive oil

Da consulta às 74 empresas expositoras nacionais, a organização indica «um balanço “muito positivo” e “acima das expectativas” da iniciativa». «Foi feito um balanço claramente positivo por grande parte das participantes, que, em alguns casos, relatam resultados acima das expectativas. Os expositores foram activamente contactados pelos visitantes para agendamentos de reuniões de trabalho, sendo que algumas empresas registaram uma ocupação quase total da agenda durante os quatro dias da feira. Por outro lado, o trabalho de angariação de compradores internacionais, feito em conjunto pelos canais diplomáticos nacionais e por uma empresa de consultoria internacional, foi muito apreciado, havendo uma clara sintonia entre a procura e a oferta. Não podíamos estar mais satisfeitos com os resultados», diz Amândio Santos, presidente da PortugalFoods e responsável pelo consórcio Portuguese Agrofood Cluster.

«Numa situação de quase total ausência de acções de promoção externas presenciais, a primeira edição da Digital Agrifood Summit foi, antes de mais, uma prova clara da dinâmica do sector agroalimentar nacional, que demonstrou que as empresas estão preparadas para o desafio da digitalização e que estes novos canais, mesmo no futuro pós-pandemia, poderão assumir um papel preponderante como ferramenta de apoio às acções de promoção e internacionalização do sector», assinala Frederico Falcão, presidente da ViniPortugal. A organização destaca ainda que «a presença física nos mercados internacionais é crucial para um sector que necessita de ser degustado», mas «este evento demonstrou a capacidade do digital para identificar potenciais clientes, de forma muito ágil e prática», algo que, «associado aos menores custos de participação e de logística, à ausência de deslocações e à flexibilidade de horários, tornam estas feiras virtuais em importantes instrumentos de promoção externa».

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