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Livro sobre Herdade da Parreira destaca agricultura de conservação

“Herdade da Parreira – Sustentabilidade Económica e Ambiental – 1972-2020” é um livro de Nuno Marques, agricultor, recentemente publicado, que fala sobre os 48 anos de história da Herdade da Parreira, em Montemor-o-Novo (Alentejo), e que dá grande destaque à agricultura de conservação. Nuno Marques e Mário Carvalho venceram a edição 2015/2016 do prémio europeu “Land and Soil Management Award” – promovido pela Syngenta e pela European Landowners Organization (ELO), com a chancela da Comissão Europeia –, com o trabalho desenvolvido entre 1989 e 2015 na Herdade da Parreira, onde a agricultura de conservação é praticada desde fim da década de 1980 e «com uma rentabilidade muito interessante e evidentes benefícios ambientais».

Engenheiro Agrónomo, licenciado pela Universidade de Évora, Nuno Marques é proprietário da empresa Bovicer – Bovinos e Cereais, Lda, que produz 220 hectares de regadio de culturas forrageiras e cereais de Outono-Inverno, faz recria de bovinos de carne e gere uma área considerável de montado de sobro e azinho. No livro, o autor também explana a sua estratégia empresarial para os próximos 10 anos.

«Entendemos que partilhar o que fizemos no passado, o que fazemos no presente e o que faremos no futuro é nossa obrigação, para os que estiveram antes de nós e os que virão no futuro», diz Nuno Marques. «O que nos move é deixar o solo que explorámos nestes 48 anos mais fértil do que aquele que encontrámos. Esse legado é uma realidade e faz diferença para quem vier a seguir.»

O autor acrescenta que, «em 2020, olhamos para o solo como o motor da nossa indústria e para isso temos tentado melhorar a sua estrutura e aumentar o seu teor de matéria orgânica, de modo a que a sua eficiência no uso de factores seja cada vez maior e as suas limitações cada vez menores». No prefácio do livro, Mário Carvalho, professor catedrático da Universidade de Évora, afirma que «o modelo em vigor nesta empresa agrícola tem que servir de inspiração à generalidade das empresas no Alentejo» e que «a vocação do nosso território são os sistemas agro-silvo-pastoris, pois são as sinergias e complementaridade entre as três actividades que permitem sustentar o negócio face às condições existentes, particularmente de solo e clima».

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