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Deco Proteste apresenta conselhos para alimentação mais saudável e sustentável

A propósito do Dia Mundial da Alimentação, que se celebra a 16 de Outubro, a Deco Proteste recorda que, de acordo com um estudo realizado pelo Bureau Européen des Unions de Consommateurs (BEUC) – com a colaboração da organização portuguesa de defesa do consumidor –, publicado em Julho, «mais de 70% dos portugueses considera que a alimentação saudável e sustentável é demasiado cara» e «apenas 15% concorda em pagar mais para mudar o seu consumo». A Deco Proteste sublinha que são produzidos, por dia, 23,7 milhões de toneladas de alimentos – o que representa um gasto de 7,4 triliões de litros de água e 300.000 toneladas de fertilizantes – e que «o desperdício alimentar anual chega a 1,3 mil milhões de toneladas».

Ainda segundo o estudo, 42% dos inquiridos queixa-se de «falta de informação para alterar os seus hábitos alimentares», pelo que, tendo em conta a «necessidade urgente de uma alteração de comportamentos», a organização apresenta «um guia de alimentação mais sustentável e saudável, contrariando o mito do custo», com 10 items.

1) Compre sempre legumes e frutas da época. Opte por fornecedores locais e evite os alimentos que chegam por via aérea, diminuindo assim a sua pegada ecológica. Consulte o calendário e faça a sua lista saudável e mais económica.

2) Prefira o consumo de produtos de origem vegetal na alimentação diária, que contabilizam cerca de 75% dos alimentos da roda dos alimentos, face aos 25% dos produtos de origem animal.

3) Ingira mais legumes. Componha o seu prato de forma a que os legumes ocupem metade, a carne, pescado ou ovos um quarto e o acompanhamento outro quarto.

4) Ingira três a cinco porções de fruta e de legumes por dia. Prefira a fruta, por exemplo, à sobremesa. É mais barato e melhor para a saúde.

5) Coma menos carne e substitua a carne de vaca por aves. Pergunte no talho pela proveniência e modo de produção.

6) Evite os alimentos processados (a pizza congelada, os refrigerantes, por exemplo). Estes produtos são pouco recomendados, por poderem conter mais aditivos, sal, açúcar e gordura. Limite o seu consumo a produtos o menos transformados possível, como, por exemplo, conservas ou legumes congelados;

7) Prefira confeccionar em casa produtos o mais naturais possível e limite o consumo de ultracongelados.

8) Quando for às compras, leve um saco para a fruta e os legumes. Assim evita comprá-los em embalagens de plástico.

9) Aproveite excessos de frutas e legumes e que já tenham amadurecido em demasia ou estejam a murchar, e as sobras de alimentos, para a criação de novos pratos, para evitar o desperdício.

10) Evite o desperdício e compre a granel. Alguns supermercados já estão atentos a esta tipologia de oferta. Compre apenas o que precisa e não deite comida fora.

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