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Ministra apresenta “Agenda de inovação para a agricultura 20-30”

Foi apresentada hoje, 11 de Setembro, pela ministra da Agricultura, a “Agenda de inovação para a agricultura 20 | 30”, que define um conjunto de metas e linhas de acção para a agricultura nacional na próxima década. A apresentação decorreu em Valada do Ribatejo, no âmbito do ciclo de conferências da Agroglobal 2020, e teve a participação do primeiro ministro, António Costa, e do ministro da Agricultura, Pescas e Alimentação de Espanha, Luis Planas, a que se juntou uma intervenção em vídeo do Comissário Europeu de Agricultura, Janusz Wojciechowski.

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A agenda, que Maria do Céu Antunes reconheceu como sendo «ambiciosa», tem cinco intenções estratégicas, com as respectivas metas: «“Mais saúde” (aumentar em 20% o nível de adesão à Dieta Mediterrânica), “Mais inclusão” (instalar 80% dos novos jovens agricultores em territórios de baixa densidade), “Mais rendimentos” (aumentar o valor da produção agroalimentar em 15%), “Mais futuro” (mais de metade da área agrícola em regimes de produção sustentável reconhecidos), “Mais inovação” (aumentar em 60% o investimento em investigação e desenvolvimento)».

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Esta estratégia assenta em quatro grupos de destinatários – “Sociedade”, “Território”, “Cadeia de valor” e “Estado” –, para os quais foram definidas 15 iniciativas emblemáticas: “Alimentação saudável”, “Uma só saúde”, “Mitigação das alterações climáticas”, “Adaptação às alterações climáticas”, “Agricultura circular”, “Territórios sustentáveis”, “Revitalização das zonas rurais”, “Agricultura 4.0”, “Promoção dos produtos agroalimentares portugueses”, “Excelência da organização da produção”, “Transição agro energética”, “Promoção da investigação, inovação e capacitação”, “Rede de Inovação”, “Portal Único da Agricultura” (para facilitar a interacção dos agricultores com as entidades do Estado e cuja primeira fase estará operacional até fim de Dezembro) e “Reorganiza – modernização e simplificação dos serviços”.

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Segundo a ministra da Agricultura, trata-se de um «plano dinâmico», que «vai sofrer as alterações que forem necessárias» e que foi construído «tendo por base o programa de Governo e após a auscultação de vários agentes ligados à gestão do território, à investigação e com intervenção nos sectores agrícola e agroalimentar, designadamente produtores, empresários, autarcas, investigadores, parceiros e organismos». Maria do Céu Antunes afirmou também que a agenda visa «fazer crescer o sector, inovando-o e entregando-o à próxima geração, sem deixar ninguém para trás». «Esta agenda procura tornar o cidadão mais consciente do impacto da sua alimentação, da urgência da protecção do planeta e da conservação dos recursos naturais. Pretende ainda reforçar uma cadeia de valor inovadora e competitiva e um Estado focado em apoiar os agricultores e em simplificar a relação com a Administração Pública.»

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A “Agenda de inovação para a agricultura 20 | 30” foi aprovada no Conselho de Ministros de 10 de Setembro e, para a ministra, «não é uma revolução», antes pretende «fazer pequenas mudanças para incorporar mais valor na agricultura». A governante indicou ainda que já foram definidas 71 linhas de acção – algumas das quais «já estão em curso» – e que está a ser desenvolvida uma plataforma que permitirá monitorizar a aplicação das medidas – em princípio, anualmente, por ocasião da definição do Orçamento de Estado – e assim avaliar a sua execução.

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