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Freshfel preocupada com ambições da “Estratégia Do prado ao prato”

A Associação Europeia de Hortofrutícolas Frescos (Freshfel Europe) divulgou recentemente a sua reacção preliminar à revisão da “Estratégia Do prado ao prato”, que a Comissão Europeia apresentou em 20 de Maio, no âmbito do Pacto Ecológico Europeu. A entidade considera «positiva» e bem-vinda esta estratégia – pois «vai ajudar a facilitar o abastecimento de alimentos nutritivos, seguros e acessíveis aos cidadãos europeus, através de medidas em cada etapa da cadeia de abastecimento, desde a produção ao consumo» – e que «constitui uma oportunidade para o sector dos hortofrutícolas frescos aproveitar o trabalho que tem vindo a fazer para aumentar a sustentabilidade em todas as etapas da cadeia de abastecimento e para estimular o consumo destes produtos na União Europeia».

Porém, a Freshfel «mantém a sua desconfiança quanto à viabilidade das elevadas ambições delineadas para o sector na estratégia, as quais podem inibir a sua competitividade». A estratégia «é muito directa nas suas ambições para o sector agroalimentar, com objectivos específicos de aumentar a agricultura biológica e de reduzir o uso de pesticidas e fertilizantes», diz a associação, e, embora «apoie a natureza ambiciosa das iniciativas, a Freshfel mantém reservas quanto à viabilidade prática, a longo prazo, de algumas dessas medidas».

Segundo Philippe Binard, delegado geral da Freshfel Europe, a “Estratégia Do prado ao prato” deve ter uma visão holística e ter em conta o desempenho ambiental geral da produção, que não deve ser menosprezado em favor da agricultura biológica», salientando que «medidas como a gestão integrada de pragas muitas vezes têm benefícios ambientais maiores». «A capacidade do sector dos hortofrutícolas frescos de fornecer aos consumidores alimentos de alta qualidade, seguros, nutritivos e acessíveis não deve ser comprometida. Para se reduzir a utilização de produtos de protecção das plantas, devem ser providenciadas aos produtores ferramentas alternativas eficazes para que possam lidar com espécies invasoras e doenças das plantas.»

A Freshfel também refere que «é fundamental manter a competitividade do sector dos hortofrutícolas frescos» e que, «qualquer proposta deverá ter em consideração as normas e os padrões de produção, para evitar a distorção do mercado e a concorrência desleal». A associação sublinha ainda a sua «desilusão» por, «apesar de a estratégia referir o actual consumo insuficiente de frutas e legumes na União Europeia e que uma dieta com mais hortofrutícolas irá conduzir a uma melhor saúde e terá um impacto ambiental benéfico», o documento «não incluir nenhuma iniciativa concreta para apoiar directamente o sector dos hortofrutícolas frescos».

Pode consultar aqui o texto completo (em inglês) da reacção preliminar da Freshfel à à revisão da “Estratégia Do prado ao prato”.

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