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DS Smith quer promover mais e melhor reciclagem de embalagens

Um estudo recente com 9.000 pessoas de sete países europeus sobre a reciclagem de embalagens, promovido pela DS Smith, indica que «existe uma grande necessidade de designs mais consistentes, que ajudem a ultrapassar a confusão em torno da reciclagem das embalagens». O estudo regista vários resultados: 44% dos inquiridos admitiram que «nem sempre conseguem distinguir quando uma embalagem pode ou não ser reciclada»; 39% afirmaram ter «colocado embalagens no lixo comum, quando achavam que poderiam ter sido recicladas» – sendo que 24% apontaram como principal razão a falta de clareza do rótulo –; 54% disseram «colocar, indevidamente, lixo na reciclagem» – opção que 38% justificaram pelo «desejo de reciclar, apesar de não saberem qual o contentor correcto»; 52% acreditam que «uma rotulagem mais clara contribuirá para o aumento dos níveis de uma reciclagem eficiente».

Segundo a DS Smith, apesar do esforço realizado pelos cidadãos, «esta confusão faz com que 46 milhões de toneladas (41%) dos resíduos potencialmente recicláveis acabem no contentor de lixo comum e, por isso, num aterro ou incineração no final do processo», o que pode «custar à economia 1.864 milhões de euros por ano». A empresa de soluções de embalagem realça que o custo derivado desta confusão «pode ser agravado num contexto em que o comércio electrónico apresenta um crescimento exponencial».

Com base nos resultados do estudo, que foi levado a cabo entre Fevereiro e Março de 2020, a DS Smith desenvolveu, em parceria com a Fundação Ellen MacArthur, os “Princípios de Design Circular”, cujo objectivo é «impulsionar a sustentabilidade do packaging», «ajudar as empresas a fomentar a reutilização e reciclabilidade das suas embalagens» e «apoiar os seus clientes e outros membros da indústria de embalagens na sua transição para uma economia circular». Estes cinco princípios, que a empresa diz esperar que possam ajudar a acabar com a confusão dos consumidores, visam «facilitar a reciclagem», «evitar a geração de resíduos, prolongar a vida útil de produtos e materiais e contribuir para a protecção do meio ambiente».

Os cinco “Princípios de Design Circular” da DS Smith são:

1. Protegemos marcas e produtos – Os designers devem sempre garantir que a embalagem protege eficazmente o seu produto. Produtos danificados devido a embalagens inadequadas têm um impacto económico e ambiental.

2. Não usamos mais material do que o necessário – A utilização optimizada de materiais de embalagem economiza recursos e reduz os resíduos.

3. Desenvolvemos para a eficiência do ciclo de fornecimento – Os nossos designers impulsionam a eficiência, desenvolvendo embalagens que facilitam o acondicionamento no transporte durante o processo de entrega.

4. Mantemos os materiais de embalagem em uso – Eliminamos os resíduos, mantendo os produtos de embalagem em utilização durante o maior tempo possível. Podemos “fechar o ciclo” para os clientes em 14 dias, reciclando embalagens em novos produtos.

5. Encontramos uma melhor alternativa – Capacitamos os nossos designers a desafiar o status quo e a apoiar os clientes na trajectória para uma economia circular.

Ignacio Montfort, managing director da DS Smith Ibéria, assinala que estes princípios foram desenvolvidos para ajudar «a satisfazer as necessidades dos cidadãos» e que, graças a eles, «podemos desenvolver tendo em conta a reciclabilidade, antever que tipo de resíduos iremos gerar e criar packaging que encaixe num modelo de economia circular, facilitando a rotulagem para ajudar os consumidores a reciclar mais». A 24 de Junho, a empresa realiza um workshop virtual para complementar o lançamento destes princípios, aberto a todos os interessados.

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