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Novo Coronavírus gera alterações no consumo dos portugueses

Aumento do consumo in home, menos idas às lojas, aumento do valor gasto por compra e incremento do consumo de um conjunto específico de bens. Segundo a 9.ª edição do estudo “Marcas+Consumidores”, realizado pela Kantar para a Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca, estas são as principais mudanças verificadas no comportamento de consumo dos portugueses devido à incidência do novo Coronavírus no País.

Assim, «numa primeira fase, com o surgimento dos primeiros casos de suspeita de contaminação no País, e que corresponde a um período de rápido crescimento da preocupação, os gastos por acto de consumo aumentaram 8% (38,4 euros)». Numa segunda fase, durante Fevereiro, «em que se multiplicam os casos confirmados e o alerta e o controlo é elevado, os gastos sobem ainda mais por cada acto de compra, 13%, o que equivale a um gasto de mais 39,4 € por cada ida ao supermercado».

Segundo o estudo, também houve mudanças na forma de consumo dos portugueses, «com as idas ao supermercado a reduzirem, mas a aumentar o gasto em cada compra», Assim, «nas primeiras oito semanas do ano, os portugueses foram menos uma vez ao supermercado, face a igual período em 2019», mas «gastaram mais 11% em cada visita à loja, com um gasto superior em 38,9€». O estudo “Marcas+Consumidores” indica que, «antes da confirmação do primeiro caso de Covid-19 em Portugal, já apareciam os primeiros sinais de mudança, com um aumento do consumo de bens de alimentação e de bebidas (10%), de papel higiénico (8%), de produtos de limpeza (7%) e de produtos de higiene e perfumaria (3%)».

Nos dois primeiros meses de 2020, também subiram os gastos dos portugueses com compras on-line, «para 60,5 € de ticket médio de cada acto de compra», sendo que compraram, «em média, itens de um maior número de categorias de produto, agora 12,8». Marta Santos, Manufacturers Sector Director da Kantar, realça que «essa maior procura pela compra on-line, acontece, contudo, num momento de forte pressão sobre a cadeia de abastecimento, gerando, tendencialmente, uma dificuldade acrescida de resposta».

Em comunicado, a Centromarca salienta que «o maior impacto está, no entanto, ainda por se sentir e as informações conhecidas nos últimos dias irão condicionar fortemente o mercado do grande consumo». Neste contexto, Pedro Pimentel, director geral da Centromarca, afirma que as marcas e as insígnias terão «que se adaptar, definir prioridades e fornecer valor em tempo real aos consumidores».

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