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Ministra da Agricultura assinala tendência de aumento de exportações de cereais

Presente no encerramento do 10.º Colóquio Nacional do Milho, a ministra da Agricultura afirmou que «a cultura do milho nos sistemas agrícolas e pecuários nacionais, assume uma importância reconhecida pelo País e pelo Governo de Portugal». No evento que decorreu a 19 de Fevereiro, em Coimbra, organizado pela Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (Anpromis), Maria do Céu Albuquerque referiu dados da balança comercial a nível dos cereais, números que «são animadores e fazem crer que estamos num bom caminho», no âmbito dos objectivos estabelecidos na Estratégia Nacional para a Promoção da Produção de Cereais.

«Em termos de Balança Comercial, apesar de Portugal continuar a ser um país deficitário em cereais, nos últimos anos parece começar a desenhar-se uma tendência de incremento das exportações, principalmente no sector do milho e do arroz», indicou a ministra. «Em 2018, o valor das exportações aumentou muito mais que o das importações, com o milho e o arroz a serem os principais responsáveis por estes aumentos. No caso do milho, durante os últimos cinco anos, as exportações quadruplicaram em termos de quantidade, sendo Espanha o principal destino, tal como acontece para os restantes cereais exportados. Em 2018 foram exportadas cerca de 270.000 toneladas de milho com o valor de cerca de 50 milhões de euros.»

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Maria do Céu Albuquerque recordou os objectivos definidos na Estratégia Nacional para a Promoção da Produção de Cereais – no sentido da redução da dependência externa, da consolidação e aumento de áreas de produção, da criação de valor na fileira e da viabilização da actividade produtiva em todo o território nacional – e que esta surgiu «em resposta à acentuada diminuição da produção de cereais que se tem vindo a verificar nas últimas décadas, à baixa taxa de aprovisionamento do País e tendo em conta a importância dos cereais na dieta alimentar». Tendo em conta os objectivos estratégicos estabelecidos, «prevê-se que, num horizonte de cinco anos, se alcance um grau de autoaprovisionamento em cereais de 38%, correspondendo 80% ao arroz, 50% ao milho e 20% aos cereais praganosos».

Segundo a ministra, «esta estratégia surgiu num momento crucial, em que teve início a discussão da futura Política Agrícola Comum [PAC]», acrescentando que «Portugal continuará, de forma construtiva e empenhada, a apostar na melhoria das propostas regulamentares em discussão, visando obter um novo modelo de prestação da PAC que, sendo robusto e orientado para o desempenho, permita, em simultâneo, uma efectiva simplificação». Na sua intervenção, Maria do Céu Albuquerque destacou ainda o facto de o colóquio juntar agricultores, cientistas e responsáveis políticos «num debate sobre o papel da agricultura na resposta a alguns dos maiores desafios da actualidade: coesão do território, neutralidade carbónica e megatendências agroalimentares».




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