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Ensaio de novo sistema de amendoal de sequeiro em sebe instalado para a Agroglobal

A Hidro-Ibérica, em conjunto com a Agromillora e a Agriplanta, instalou esta semana no concelho do Cartaxo um ensaio de «um novo conceito de amendoal de sequeiro»: uma modalidade de cultivo em sebe «adaptada a terrenos de sequeiro frescos». O campo experimental foi instalado na Quinta do Mocho, em Valada do Ribatejo, onde se realiza a Agroglobal, para que, durante o certame – que tem lugar de 9 a 11 de Setembro de 2020 – os visitantes possam «vivenciar esta cultura e obter esclarecimentos técnicos», explica um comunicado conjunto da Hidro-Ibérica e da Agromillora.

As plantas foram instaladas através de plantação mecânica (recorrendo a GPS), em linha e camalhões, com as variedades que apresentaram melhor comportamento e que são as recomendadas para este sistema de cultivo: primeiro a Avijor, em seguida a Penta. O comunicado refere que as variedades que melhor se adaptam a este sistema de cultivo «são autoférteis e de ciclo curto – ou seja, são as que têm um período mais curto entre a floração e a colheita, reduzindo assim as necessidades hídricas da planta». É ainda indicado que a variedade Soleta, «pelo seu vigor e ciclo longo, se torna menos interessante».

O compasso aplicado foi de 3,5 x 1,25 m (5.025 m3/ha), «assegurando um maior equilíbrio entre as necessidades hídricas das plantas e a sua evapotranspiração», diz o comunicado. Acrescenta-se que «as podas são mecânicas e devem orientar a sebe para uma formação paralelepipédica reduzida, com um máximo de 1,50-2,00 m de altura e 0,6 m de espessura, por forma a possibilitar a entrada da máquina de colheita e facilitar os tratamentos fitossanitários», sendo que se obtém «uma sebe mais reduzida em 60% comparativamente com o sistema em regadio».

O comunicado afirma que «esta modalidade autoenraizada demonstra uma boa resistência à seca, assegurando um desenvolvimento radicular potente em profundidade, o que lhe permite aproveitar ao máximo a humidade do solo». Também se indica que o cultivo em sebe «possibilita uma total mecanização (poda, tratamentos e colheita) e, consequentemente, uma minimização do recurso a mão-de-obra, com os mesmos equipamentos do olival ou vinha», e que possibilita «menor incidência de doenças e resistência à clorose».

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Segundo o comunicado, este novo conceito resulta de «alguns anos de investigação, desenvolvimento e ensaios levados a cabo pela Agromillora» e constitui «uma alternativa para campos de sequeiro em regiões específicas onde a pluviometria (> 400 mm/ano) garanta uma produção uniforme». «Estamos perante uma nova oportunidade de negócio recorrendo a uma cultura permanente de sequeiro, viável economicamente, com um investimento inicial mais baixo e onde a eficiência na utilização da água, dos tratamentos fitossanitários, dos adubos e da mão-de-obra são notórios. Também por este motivo, o novo sistema de cultivo Amendoal de Sequeiro em Sebe poderá ser adaptável para a produção biológica.»

A Hidro-Ibérica realça que este ensaio foi instalado recorrendo a um serviço chave na mão «completo» que disponibiliza, envolvendo «dimensionar e executar o projecto, mobilizações de solo e fornecimento e plantação do Amendoal de Sequeiro em Sebe». Em concreto, o serviço envolve o «estudo pormenorizado das condições agronómicas e climatéricas do local de instalação (orientação, desnível, insolação, disponibilidade hídrica, etc.)», a «elaboração de projecto (desenho da plantação)», a «escolha das variedades que melhor se adaptam ao local, em parceria com a Agromillora», a plantação com máquinas específicas para o efeito (Agriplanta)» e a «assistência técnica». Neste sistema, o viveirista Agromillora assegura o «melhoramento genético, máxima garantia sanitária e a produção de plantas in vitro».

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