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Cooperativas alertam para ameaça de bloqueio no sector do azeite devido à incapacidade de recolha de bagaço

A Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri) e a Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Olivicultores (Fenazeites) emitiram um alerta conjunto sobre o perigo de bloqueio no sector do azeite, devido ao esgotamento da capacidade de recolha e armazenamento de bagaço de azeite. Num comunicado conjunto de 9 de Dezembro, as duas entidades explicam que «falta muito pouco para que todo o sector paralise, desde a apanha de azeitona aos lagares que a transformam, facto que, a verificar-se, poderá provocar prejuízos incalculáveis aos agricultores e empresas ligadas ao sector».

A título de exemplo, refere-se que «as três grandes unidades de recepção de bagaço de azeitona proveniente dos lagares que processam toda a azeitona produzida no Alentejo têm a sua capacidade estática de armazenamento praticamente esgotada». Além da possibilidade de bloqueio, as duas entidades avisam que «um verdadeiro caos ambiental poderá ocorrer ao não haver onde colocar aquele bagaço de azeitona, cuja produção este ano se estima poder vir a atingir os 600.000.000 quilogramas».

A Confagri e a Fenazeites indicam que a campanha de produção de azeite em curso «será a maior de sempre» – prevê-se uma produção superior a 140.000 toneladas de azeite – e que, «em reunião a realizar em breve e já acordada com a Senhora Ministra da Agricultura, irão analisar a situação e a procura de uma solução». Também é realçado que «o setor cooperativo, através da Fenazeites e da sua associada Ucasul – União de Cooperativas Agrícolas, tem vindo há já bastante tempo a sensibilizar as entidades responsáveis para a possibilidade desta grave situação poder ocorrer».

O comunicado afirma ainda que «a ausência da aceitação de uma estratégia global equilibrada para o sector, pelos organismos competentes, tem provocado estes desequilíbrios estruturais». Os desequilíbrios «estão já a penalizar todo o sector nacional, nomeadamente em Trás-os-Montes e no Alentejo, onde o estrangulamento na recepção dos bagaços de azeitona levará ao colapso das actividades relacionadas».




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