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Governo inicia programa biológico contra a Trioza erytreae

O Ministério da Agricultura, através da Autoridade Fitossanitária Nacional, iniciou o programa experimental de luta biológica contra a praga de quarentena Trioza erytreae, que afecta os citrinos, com largadas experimentais de um insecto parasitoide específico. Ao todo foram soltos 1.800 insectos em sete locais.

Trioza erytreae, além de provocar estragos directos consideráveis nos citrinos, é vetor da doença,  considerada como a mais grave a nível mundial para estas espécies vegetais, denominada Huanglongbing (ou Citrus greening) causada pela bactéria Candidatus liberibacter, ainda não presente no território europeu, mas que se pretende evitar a sua entrada.

A largada experimental do parasitoide Tamarixia dryi foi realizada no passado mês de Outubro, em quatro locais na região centro do País e três locais na região Oeste, numa estreita colaboração entre a Direcção Geral de Alimentação e Veterinária e a Dirección General de Sanidad de la Producción Agraria, o Instituto Superior de Agronomia, o Instituto Instituto Canario de Investigaciones Agrarias e o Instituto Valenciano de Investigaciones Agrarias.

A largada experimental, acompanhada também pelas Direcções Regionais de Agricultura e Pescas de Centro e de Lisboa e Vale do Tejo, envolveu a libertação de cerca de 1.800 insectos, após a realização de uma análise prévia de risco e depois de obtida uma autorização de experimentação no contexto da legislação específica das espécies exóticas.

Os resultados já obtidos em outras regiões, nomeadamente nas Ilhas Canárias, indicam excelentes taxas de parasitismo que estão a conduzir ao bom controlo da Trioza erytreae. Programa similar foi iniciado também, em Outubro último, na Galiza.

Os locais onde foram agora soltos os insectos, em território nacional e também na Galiza, estão a ser monitorizados esperando-se vir a obter os primeiros resultados na próxima Primavera.

 

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