Equipa investigadores AgroGrIN Tech

Projecto que aproveita cascas de ananás vence prémio da Agência Nacional de Inovação

Das cascas de ananás ao desperdício zero: o projecto AgroGrIN Tech, da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, acaba de vencer o concurso Born From Knowledge Ideas, uma iniciativa da Agência Nacional de Inovação. ~

O concurso, que distingue as ideias de negócio provenientes de instituições de ensino superior, permite o acesso a um programa de aceleração de Ciência e Tecnologia.

A este nível, refira-se que o projecto AgroGrIN Tech, desenvolvido pela investigadora Débora Campos e coordenado por Manuela Pintado, investigadora e directora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), será submetido a um processo de aceleração corporativo, transformando a ideia de negócio num produto.

O AgroGrIN Tech é um processo patenteado que permite a valorização a 100 por cento dos resíduos das indústrias de processamento de fruta. Esta solução, desenvolvida com base nos resíduos do ananás, permite a extracção dos desperdícios de ingredientes de alto valor económico – como enzimas, vitaminas e polifenóis –, potenciando a economia circular e a redução drástica dos desperdícios industriais.

Esta tecnologia permite, assim, a inclusão na cadeia alimentar de ingredientes naturais e saudáveis, possibilitando ao consumidor fazer escolhas nutricionais mais conscientes.

De destacar, ainda, do ponto de vista económico, que a incorporação desta tecnologia diminui desperdícios e aumenta margens de lucro, criando novas fontes de receita através dos novos ingredientes. De acordo com a investigadora Débora Campos, a atribuição deste prémio e a inclusão da iniciativa no acelerador Born From Knowledge Ideas «vem dar uma grande visibilidade ao projecto», capitalizando a confiança no potencial comercial deste processo.

Existe já um trabalho desenvolvido na empresa Nuvifruits, que gera todos os anos 385 toneladas de desperdício. A transformação de casca de ananás em produtos como enzimas ou farinhas, que podem depois ser vendidos ao sector da produção da carne e a outros, permitiria à empresa um retorno de 1 milhão de euros.

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