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Corteva Agriscience conclui separação da DowDuPont

A Corteva Agriscience anunciou que «concluiu com sucesso a sua separação da DowDuPont» e procedeu ao seu lançamento «à escala global» como sociedade autónoma independente. A empresa indica que «a distribuição das acções ordinárias da Corteva foi concluída no dia 1 de Junho» e que «cada accionista registado da DowDuPont recebe uma acção ordinária da Corteva por cada três acções ordinárias da DowDuPont, que possua até ao fecho das operações a 24 de Maio de 2019», sendo que «os accionistas da DowDuPont vão receber também o equivalente a quaisquer acções fraccionárias da Corteva».

Desta forma, as operações com as acções ordinárias da Corteva começaram a 3 de Junho na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Em comunicado, a empresa refere que se tornou «uma sociedade puramente agrícola líder e global, que oferece soluções completas que os agricultores necessitam para maximizar a sua produção e os seus lucros», afirmando proporcionar «uma oferta equilibrada em relação às sementes e protecção das culturas, suportada por elevadas capacidades digitais emergentes e impulsionada pelo factor de inovação mais avançado da indústria».

A Corteva Agriscience – que anteriormente era a Divisão de Agricultura da DowDuPont – tem sede em Delaware (Estados Unidos da América), está presente em mais de 140 países, gerou 14 mil milhões de dólares em vendas líquidas em 2018, possui mais de 150 instalações de investigação e desenvolvimento e mais de 65 princípios activos. Na Península Ibérica, a empresa tem uma divisão em Portugal (em Lisboa) e duas em Espanha (em Sevilha, onde está o centro tecnológico de investigação de La Rinconada, e em Avilés, nas Astúrias, onde tem a sua central de produção), reunindo, no total, cerca de 450 profissionais.

Em Portugal, o destaque da actividade da Corteva incide na vertente de desenvolvimento e comercialização de sementes para as grandes culturas anuais, com realce para o milho, e na assessoria técnica ao agricultor. No País, a Corteva conta com 24 técnicos especializados, que apoiam intervenções numa superfície agrícola superior a 800.000 hectares, envolvendo mais de 3.000 agricultores portugueses, informa a empresa.

Segundo Jim Collins, director executivo da Corteva Agriscience, «enquanto líder global no mercado combinado de sementes e protecção das culturas, que representa 100 mil milhões de dólares, a Corteva Agriscience tem a posição mais sólida da indústria». «Detém também um importante motor de inovação a nível mundial e forte acesso ao mercado, que permite fornecer uma inigualável proximidade aos clientes. Isto irá fomentar o nosso crescimento como sociedade independente e gerar valor para os accionistas. Os nossos mais de 21.000 colaboradores estão comprometidos com o objectivo de melhorar as vidas daqueles que produzem e dos que consomem, com a garantia de um progresso para as gerações futuras.»

Já Greg Friedman, vice-presidente executivo e director financeiro da Corteva Agriscience, destaca que «enquanto nova sociedade agrícola independente, estamos totalmente concentrados num investimento na inovação, de modo a proporcionar um crescimento orgânico das receitas acima do mercado e a aumentar o rendimento do capital investido». «Estamos dentro do prazo do nosso compromisso de obter 1,2 mil milhões de dólares em sinergias de custos até 2021, e temos confiança no nosso plano para ampliar as margens. Igualmente importante é o facto de estarmos comprometidos em devolver capital significativo aos accionistas, através de uma combinação de recompras de acções e dividendos.»




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