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Syngenta lança fungicida Carial Top

Carial Top é um novo fungicida lançado em Fevereiro pela Syngenta, «específico para o controlo do míldio e da alternariose, duas das principais doenças que afectam a qualidade e a produtividade das culturas do tomate indústria e da batata». O lançamento do produto, realizado em Santarém, contou com a presença de cerca de 100 agricultores e técnicos das principais regiões produtoras de tomate e batata, tendo sido complementado com uma mesa-redonda sobre os principais problemas fitossanitários destas culturas.

O míldio, causado pelo fungo Phytophthora infestans, «é uma das doenças mais difíceis de controlar, tanto na cultura do tomate como da batata», recorda a Syngenta. Quanto à alternariose, é uma doença causada pelo fungo Alternaria solani, que «quase todos os anos encontra condições para se desenvolver, podendo afectar o calibre e a produção do tomate e da batata».

 

O Carial Top contém duas substâncias activas, mandipropamida e difenoconazol, «que actuam em sinergia para controlar os fungos». Segundo a Syngenta, «a mandipropamida é eficaz no controlo do míldio, nas várias fases de desenvolvimento do fungo, conferindo protecção superficial devido à sua forte aderência à superfície das folhas e posterior distribuição no interior da planta», enquanto o difenoconazol, «devido ao seu perfil, controla um amplo espectro de fungos, com destaque para a alternariose».

A empresa indica que este produto «tem actividade preventiva e curativa, pois pára a infeção desde o início da germinação até 1-2 dias depois, é eficaz mesmo com baixas doses de substância activa por hectare (a dose recomendada é de 0,6 l/ha) e tem um intervalo de segurança muito favorável (três dias)». A Syngenta recomenda a sua aplicação «na fase final do ciclo (após a floração) da cultura do tomate e na fase inicial do ciclo (enchimento dos tubérculos) da cultura da batata».

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Na mesa-redonda, José Miranda, técnico da Multitomate, referiu que, no caso do míldio, «em 2018 foi necessário realizar tratamentos nas searas de tomate quase de cinco em cinco dias, tendo a pressão da doença sido mais elevada em zonas de produção mais precoce». Por sua vez, Luís Azevedo, técnico da Campotec, destacou que, «devido às restrições de uso de determinadas substâncias activas que permitiam o seu controlo, a alternariose começa a aparecer nas parcelas», tendo também alertado para «a importância da rotação de culturas, com vista a quebrar o ciclo de desenvolvimento do fungo, cujo inóculo fica no solo de uma campanha para outra». Já Francisco Empis, técnico da Hortofrutícolas de Campelos, defendeu que, na cultura do tomate, e sobretudo quando o agricultor use sementes pouco resistentes a esta doença, «é importante actuar aos primeiros sintomas da alternariose com as poucas soluções que temos à disposição».

No evento, a Syngenta apresentou outros produtos da sua gama «indicados para as culturas do tomate e da batata»: os fungicidas Ridomil Gold R, Ortiva Top e Carial Flex, os insecticidas Costar, Affirm, Ampligo e Evure e os herbicidas Zetrola e Dual Gold. A propósito destes lançamentos, Maria do Carmo Pereira, responsável de Marketing da Syngenta para Especialidades e Hortícolas, afirmou que a empresa está a reposicionar o seu portefólio de produtos em função de «um mercado europeu com um contexto de registo cada vez mais exigente e dinâmico, onde é fundamental saber gerir as ferramentas à nossa disposição».

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