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Governo disponibiliza 50 milhões de euros para apoiar empresas que exportam para o Reino Unido

O Governo vai disponibilizar 50 milhões de euros para apoiar as empresas portuguesas que exportam para o Reino Unido, para mitigar o impacto da saída da União Europeia (‘Brexit’). O anúncio foi feito por membros do Governo no final da reunião do Conselho de Internacionalização da Economia, na residência oficial do primeiro-ministro, e será aprovada dia 17 em Conselho de Ministros como parte do pacote de medidas que o executivo quer pôr em acção para fazer face ao caso de um ‘hard Brexit’, ou seja, saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo, sem período de transição. «Se não houver acordo sobre os termos da saída da União Europeia, o Reino Unido será a partir de 30 Março um Estado terceiro […] e isso significa que as empresas que exportam para o Reino Unido passam a ter controlo alfandegário e aduaneiro, com custos e dificuldades para empresas. Em primeiro lugar, vamos aprovar uma linha de financiamento a empresas de 50 milhões de euros para adaptações internas e diversificação de mercado», disse o ministro da Economia, Siza Vieira, em conferência de imprensa no final do Conselho de Internacionalização.

Já questionado sobre o que acontece a essa medida se houver um acordo ao plano do ‘Brexit’ no Parlamento britânico, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considerou esse o melhor cenário mas que, mesmo nesse caso, a medida se mantém uma vez que a saída do Reino Unido terá na mesma implicações importantes para a economia portuguesa e para as empresas, ainda que de forma menos drástica. «O facto de poder haver a linha de apoio aplica-se no caso de haver acordo, porque também neste caso as empresas terão de se adaptar, mas terão mais tempo para se adaptar», afirmou o governante. A linha de crédito será direccionada a Pequenas e Médias Empresas (PME), através do sistema de garantia mútua, e servirá para se adaptarem internamente aos novos procedimentos de exportação que serão exigidos, à procura de novos mercados, mas também a necessidades de fundo de maneio, uma vez que os prazos de recebimento podem aumentar.

Lusa




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